Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mora na Filosofia

"Mora na filosofia

Eu vou lhe dar a decisão
Botei na balança e você não pesou
Botei na peneira e você não passou
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor

Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia ora, vai mulher
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Tá na cara! "

Essa música, ah essa música, foi em uma noite quente no verão que ela me apareceu tocando na cabeceira da minha cama. Um verão melhor que aqueles que passamos viajando... eu viajei dentro de mim, eu viajei no meu canto e com as companhias escolhidas... escolhidas a dedo e na vontade. 
Na cabeceira tocou, e se repetiu, e eu com os olhos semi fechados registrei cada refrão da música... me encaixei nela. E fez todo o sentido de morar na filosofia, nessa filosofia inesperada sem rotina e sem compromisso.
Não digo que você é o único, o único apenas eu... apenas eu me basta. O que vem a minha volta é apenas complemento das fantasias e dos dias saindo do eixo banal e repetitivo. 
Cansei do pensado petrificado, não vejo mais graça no conto de fadas. Fui possuída por um sentimento diferente, que chamamos de desejo de viver, e é nisso que vem os presentes reservados em cada curva de rua ou talvez de rio - porque ninguém é perfeito.
Uns dizem palavrões, outros puxam o cabelo... outros cobrem o corpo de beijo, enquanto outro olha o adormecer e sorri... uns acendem um cigarro e olha para o teto, e aquele dispõem o peito para que deite. O sorriso de um é mais bonito que do outro, mas as palavras são bem mais interessantes naquele do que nesse... me entende?
Tem dias que o puxão de cabelo é bem vindo, outros o peito já basta. O dia esta difícil então é preciso de uma boa conversa para esquecer que o mundo é triste, vem a boa piada e as cocegas no ego. 
Roupas novas usada, talvez repetida com pessoas diferentes - mas quem vai saber - apenas se sinta linda. 
O corpo se acostuma a esse exercício. 
É como viver todo dia em uma história diferente, algo novo, com surpresas novas e não se importar o que vem de ruim, nada pode atingir o pior quando não há vínculos. Apenas o virar da página.
Como diz a música tocada na cabeceira em um dia quente, corpos suando... "pra que rimar amor e dor" não precisar ter os dois... não precisa pesar e nem medir, apenas ser.
A sua verdade não deixa marcas visíveis a não ser que a vitrine seja exposta. E por mais biografias escritas, por mais histórias contadas, não será igual aos momentos que seus olhos registraram, fechados ou abertos, a verdade pertence a uma pessoa, aquela que viveu.
A sensação da pele em diferentes corpos, a textura do cabelo, e o cheiro que exalava a cada noite passada, se reflete a cada sorriso que é dado pela manhã.
Então venha com sua pedra do julgamento, e ataque no meu teto, assim posso sair dessa caixa de vidro e te provar que não é de pedras que se fazem caminhos, afinal o objetivo é tira-las do caminho para que a vida seja cada vez mais livre e leve. Nada que pesa pode alcançar a superfície e nada que não alcance a superfície pode respirar.
A minha caixa de vidro já se quebrou faz tempo, e agradeço aos responsáveis por ter atirado as pedras. Aqui de cima as coisas ficam tão pequenas.
E continuar morando na filosofia na moda de Caetano Veloso.