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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Minha forma de ver.

" Me sentei ao lado dela, e escutei com o ar mais forte que poderia aparentar. Difícil a missão de fingir que aquelas palavras não me machucavam e não me remetia a um passado não tão distante nas lembranças, mas que o tempo deixou mais opaco, aparentando ser um sonho, algo que nunca havia acontecido.
Cada palavra me remetia a uma história familiar, de tantas coisas já passadas e que agora eu divido em pequenas colheradas de sorvete sentada na sala, olhando para ela sem nada a fazer, apenas emprestando aquele ouvido que a anos esteve ali, sempre disposto e em alerta.
Suas aflições, e os olhos em lágrimas, meios aos sorrisos, quando se lembrava de momentos que eu tentava visualizada como poderia ter sido. Vendo o olhar se perder no nada, quando me pegava dando meus conselhos inúteis naquele momento, mas sabia que no fundo escutava todos eles.
Estive ali segurando a mão sempre nas horas em que precisam, sem me importar se eu terei a mesma coisa no fim da vida. Eu só queria fazer ela sorrir e tentar afastar todos os medos e dúvidas que tinha.
Meus problemas em segundos se transformaram em um grão de arroz, me dava por satisfeita cinco minutos desabafando o quanto estava triste, mas para ela parecia que por mais horas que eu permanecesse por lá, não seria necessário para tirar todo aquele peso de suas costas.
Fui embora com a sensação de que aquilo tudo estava apenas começando, e que tem gente que precisa mais de mim do que eu delas, embora eu seja humana, tenha minhas aflições, minhas dores.
Um dia alguém vai se lembrar de algum conselho dado, ou apenas da minha presença ao lado, mesmo que em silêncio, mesmo que apenas para estar fazendo número em meio as palavras ou a solidão de um dia triste. Um dia alguém vai se lembrar que eu nunca pedi em troca qualquer semelhança nesse tipo de assunto, que algum dia eu estive também precisando, mas isso não importará mais. Porque fui grata em estar onde estive nas horas que precisei e que precisaram.
E agora me pego a pensar no que sera dos próximos dias, das próximas formas e das próximas histórias, são as histórias que me chamam atenção, não são fatos de negócios, ou de quem é melhor que quem, o que me move na sede de viver é histórias de vida, as horas que perco tentando desvendar e entender tudo isso com uma forma de ajuda ou até mesmo de ouvido. São os pequenos livros da vida, que me fazem sorrir e chorar, e entender que além desse papel que chamamos de dinheiro, existe um ser que existe bem antes dele e se virava sem a sua existência, e que sobra sempre é a alma que deixamos para o outro lembrar de nós, e se forem seres sem amor e sem compaixão, não seremos nada apenas com o dinheiro e status, e que um lugar ao Sol em uma casa simples de madeira seja a melhor vista do que o topo de um edifício. "

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