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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Madrugada imaginária.

" Naquelas noites, que tentamos nos convencer que o sono esta disposto a deixar nossos vagos pensamentos descansar.
Você se entrega na cama, e permanece lá, virando, girando, tentando achar o sono perdido em alguma posição do travesseiro, ou um quentinho do cobertor. Mas ele não vem.
Quem não vem?
O sono. Quem mais... esta esperando alguém além do sono?
Esperando... ah espero todos os dias, na esperança de alguma novidade nos meus dias, e acho que a euforia de um dia ser diferente e surpreendente me faz perder o sono.
Olho para as paredes permanente branca, e a cortina que com uma brecha na janela, se movimenta com uma dança melancólica em plena madrugada.
Se me levanto para abrir a janela e observar a rua, nada acontece, essa rua é parada, ao contrário do movimento dos pensamentos existentes em minha mente da madrugada. Só reparo nas estrelas, isso se o céu não estiver repleto de nuvens. Nem me levanto da cama, se é para ver uma paisagem morta cheia de asfalto. Prefiro imaginar a paisagem em minha cabeça. Essa sim, me faz sentir até o vento fresco no rosto. Poderia até ser Sol, porque seria noite, se o sono me falta.
O silêncio, ele de certa forma é culpado, culpado da minha certa tristeza. Não gosto do silêncio, da falta de qualquer resposta, de qualquer som, silêncio para mim representa o vazio.
Ei... se eu falar com você, não me deixe falando sozinha. Se for apenas para dizer que não quer falar, diga. Não me deixe no silêncio, as vezes o som de um tapa na cara e melhor do que a falta de som que se prende em sua boca.
Pior que não posso culpar muito, as vezes me vejo nesse maldito silêncio, eu só quero ficar com o som de uma boa música.
E o quarto ainda permanece branco, a meia luz, amarelada de um abajur de canto, é apenas para as minhas leituras diárias. Ali sim minha fantasia voa. Não me tire isso. Minha única forma de inventar sem nenhuma culpa de estar imaginando errado.
Mais um desses dias, que você ocupou todas as horas dele, e no fim, se viu no desespero de dormir logo, para acabar com um dia de plena solidão. Porque amanhã não sei o que me espera. Mas é um novo dia.
Se passar mais alguns minutos com  os olhos abertos, começarei a pensar onde eu errei, a me colocar culpas que na verdade eu não mereça, imaginar o que esta acontecendo fora dessas paredes brancas, longe dessa cama.
A madrugada solitária tem dessas façanhas, de abrir um portal em todos os pensamentos de auto destruição mental, sem a possibilidade que resolva algo, afinal, não é hora para se resolver nada.
Apenas resolver a posição na cama em que dormirei essa noite.

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