| São Paulo - Estação Luz |
Foi um dia difícil, daqueles que te fazem ter todas as sensações do mundo, e a mais assustadora e surpreendente foi a mensagem que recebi. Digo assustadora por ter sido no momento e que se enrolava uma discussão, em um momento que eu achava que as coisas nesse dia não iriam mudar. E como sempre, não sei como e depois de tanto tempo, você aparece na hora mais exata, mesmo em forma de palavras.
Fiquei por minutos olhando sem ver a mensagem, com medo das palavras que ali estavam, e o filme voltou novamente.
Não... não se desculpe, na verdade eu que deveria pedir pelo tempo que se passou, e nele procurando esquecer. Me desculpe por diversas vezes que tentei adiar o inevitável. Perdoe-me das confusões que lhe coloquei, e por não ter enxergado o que iria acontecer, e o que acabou acontecendo.
Ai, eu apareço, depois de tanto tempo, nem mesmo com coragem de lhe dizer isso, apenas com palavras no nosso velho esconderijo de textos, e sem esperança que você estivesse ainda lendo todas essas ladainhas, e resolvo escrever minhas saudades e anseios.
Não esperava que fosse parar em seus olhos, ao ler sua felicidade, não tive coragem de encaminhar, preferi silenciar com o último texto, tendo a absoluta certeza de que as minhas palavras não convinham mais, e de que tudo havia sido esquecido.
E ai esta a grande surpresa que é viver.
A forma que entendi que eu precisava te deixar, e a forma que não entendo de ainda esse laço, mesmo que platônico, ainda nos une de uma certa forma.
Agora sei que fiz parte da sua felicidade, dessa atual, sai do caminho para que seguisse feliz, e com o sonho nos braços.
Da mesma forma que lembrarei o quanto fui feliz neles. E mantendo o que sobrou de nós... o esconderijo de palavras."

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