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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

sábado, 10 de agosto de 2013

Era uma casa muito engraçada...

" Herdei uma casa, uma enorme e linda mansão, onde não sabia os segredos lá escondidos, e na verdade e sei muito menos como a herdei... Mas essa história é sobre a casa e não como conseguimos fazer parte dela, era apenas eu, minha mãe e meu irmão mais novo.
Meu irmão havia saído, e encontrei com minha mãe dedicada no jardim, claro, já disse, não me lembro mais nada antes disso, a cena que vejo é apenas minha mãe com um chapéu pequeno, com pás e luvas, pronta para começar a arrumar o lindo jardim de enorme casa, o antes não importa, talvez não agora ou talvez não para esta história.
O jardim era repleto de árvores, e flores, não parecia abandonado, talvez cuidadosamente abandonado, mas não sem vida. Fui em direção a ela, ajudar, mas a visão que tive de minha mãe era clara e o Sol ajudava a ficar mais bonito. Fomos entrando no meio de flores e árvores, quando avistamos uma linda fonte. Creio que passamos um bom tempo nos cuidados das plantas.
A seguinte cena, já estávamos dentro da enorme casa, ainda não havíamos explorado, e aquele foi o momento, definitivamente não me lembro da sala com detalhes, muito menos da entrada da mansão, mas ela me parecia moderna, apenas o jardim antigo. Subimos a escadaria para começar o abrir de portas.
Sim, tudo aquilo era nosso, e lembro-me do suor em minhas mãos, e o bater rápido do coração, ansiando a surpresa que atrás daquelas portas esperava.
Abrimos a primeira e logo uma surpresa inesperada e linda, três filhotes de cachorro, um parecia de raça e que iria ficar imenso, outros dois vira-lata, apareceram abanando os rabos, com suas barrigas gordas e patas desengonçadas, morderam meus dedos e de jogavam em minhas mãos. Sim ficaremos com eles, pensamos, eu e minha mãe. Claro, uma casa daquele tamanho, caberia e daria alegria a nova vida. E assim seguiram como sombras, sempre animados, brincando entre eles, e nos seguindo no desbravar das portas fechadas.
Abrimos mais algumas portas e vimos muitos banheiros, pensamos em derrubar dois deles para fazer a casinha para aquelas bolinhas de rabo, precisavam de algum lugar perto de nós, foi quando abrimos mais uma porta.
Só me lembro em avistar uma cama relativamente grande, caberia talvez vinte pessoas deitadas nela, e sua lateral era plastificada. como uma caixa fofa, um tipo de estofamento impermeável. E um colchão grosso, havia travesseiros e alguns cobertores já preparados na cama.
Pra que uma cama desse tamanho... Pensei.
As duas cansada, resolvemos deitar nela, lógico, quem não testa colchão por ai. O quarto era enorme, desproporcional a casa, parecia que pegava quase a casa inteira, mas era apenas impressão. Havia muitas portas a serem abertas ainda. O teto era alto, e na lateral, havia uma pequena arquibancada.
Ficamos deitada com a barriga para cima, e vendo o quanto alto era o teto, e imaginando o que seria aquilo, o que um dia foi, quando escutamos barulho de água.
Olhamos ao redor, levantamos, e não vimos água, nenhuma torneira, nada, nada que pudesse fazer aquele barulho. Ficamos em silêncio, e o barulho parecia vir da cama, mas não era colchão d'água, nos aproximamos, e colocamos nossas orelhas próxima a cama, e sim o barulho vinha dela.
Procuramos botão, algum dispositivo de som, nada foi encontrado. Resolvemos então levantar o colchão...
Meu irmão havia chego, com uns amigos, inseparáveis dele, loucos para fazer o que eu e minha mãe começamos a fazer, chegaram abrindo portas, rindo. Eu e minha mãe estávamos paralisadas no quarto gigante, eu, ela e os três cães que não paravam de se morder e de brincar, eram muito pequenos para conseguirem subir em qualquer coisa. Escutamos o som das risadas e dos passos chegarem até o quarto onde estávamos, quando eles entraram.
- Ei, o que aconteceu que vocês estão ai paradas olhando para a cama? - Disse meu irmão, ainda sem perceber o tamanho de tudo dentro daquele quarto. - Caramba, olha essa cama que enorme, é isso que vocês estão impressionadas? Olhem isso gente, dá pra fazer lutinha aqui.
Os amigos riram, mas olharam para nosso rosto, e nossa expressão não mudara em nenhum momento.
- Não suba ai para fazer lutinha, primeiro olha embaixo do colchão. - Disse minha mãe ainda sem entender o que havia debaixo daquilo.
Meu irmão revirou os olhos, como se chamasse minha mãe de maluca, mas levantou o colchão, que era bem pesado, e viu.
Viu algo brilhar como água, não conseguiu levantar muito, na verdade nem eu e minha mãe, só vimos que lá embaixo havia água, e parecia ser muita.
- Vamos tirar isso daqui, se todos fizerem juntos conseguimos tirar e ver se é muito grave, pode ser algum vazamento, e se for, temos que arrumar isso antes que estoure o teto lá da sala. - Disse meu irmão.
É, eu e minha mãe pensávamos nisso, não sabíamos o que tinha debaixo daquele colchão, então, cada um pegou em uma parte da enorme cama, e arrastou o colchão para fora.
Ali embaixo havia como se fosse um enorme tanque, não tão fundo, mas não víamos nada, era escuro, mas parecia ter muita coisa se mexendo lá. Os cãezinhos ficaram na ponta de suas patas traseiras se apoiando com as dianteiras na tentativa de ver o que havia naquela água.
- Não tem luz, vocês procuraram alguma luz? Cara isso parece uma piscina, deve ser isso, essa casa é muito divertida. - Disse meu irmão olhando para o fundo do tanque. Junto com seus amigos. Todos sem reação, apenas olhando.
Reviramos o quarto atrás de algum sinal de luz dentro daquele tanque, atrás da porta havia alguns interruptores a serem apertados, e da terceira tentativa a luz se fez dentro daquela água, e pode se ver a coisa mais incrível e inesperada de todas.
Haviam peixes que nunca tinha visto, grandes, pequenos, nada de alga, pedras ou coisas assim, tinha um golfinho, de cara rosa e corpo verde, todos nadando em forma calma, como se acostumado a qualquer presença humana. Tinham peixes azuis turquesa que refletiam a luz, brilhavam, peixes que sorriam, sim, sorriam, era algo mágico.
Ficamos parados olhando aquilo, o golfinho colocava sua cabeça para fora, e o deixava ser tocado, como se fosse treinado.
Mas como não morrem? Ficam trancados ai, precisam respirar... Acho que todo mundo pensou como eu. Mas vimos que aquilo tudo não tinha explicação, era diferente, não conhecíamos espécies assim.
Passou-se algumas horas e a casa já estava cheia de amigos, meu irmão fez questão de chamar mais gente, e ali virou uma bagunça, e lhe deu a coragem de fazer o que muita gente queria fazer, entrar no tanque.
Estava sentada com algumas amigas na arquibancada que tinham três degraus, e estava vendo meu irmão nadar com os peixes, e o golfinho estranho, caia água para fora, e eu irritada da forma que os amigos resolveram brincar no tanque comecei a chamar atenção com o pedido de cuidado e de ordem.
Havia peixes enormes, com uma boca que engoliria um braço, mas eles não tinham nenhuma reação quando meu irmão nadou.
Tive que expulsar quase todos que estavam por lá, ali era minha casa e não um parque.
Quando minha mãe apareceu com um peixe estranho, que parecia estar morto, ao coloca-lo no tanque, ele nadou, mas de cabeça para baixo. Ela disse que havia peixes pela casa inteira, na fonte, em alguns banheiros, na sala.
Resolvemos descer ao porão, estava tudo escuto, mas havia uma enorme parede de vidro, fechando quase a parte toda debaixo da casa...
Puff ai acordei... acordei e não sei dizer o que aconteceu neste casa e não sei dizer o final dessa história. Mas que algum mistério isso tinha, ah sim, tinha muito mistério a ser contado... Esperem a continuação. "

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