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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A culpa é das estrelas e da falta de amor verdadeiro.

" Um belo dia estava na internet (como quase todos os dias) e vi um site que listava os livros que iriam mudar minha vida ao ler, era uma lista grande e muitos não tinham mais em nenhuma livraria, mas constava um que a capa era fácil de se lembrar, embora eu faça lista de livros para comprar, assim não esqueço dos nomes quando me deparo com uma livraria e dinheiro no bolso. Bom, voltando ao livro de capa fácil de lembrar... Eu no dia do meu aniversário, exatamente no dia, enquanto andava com minhas duas melhores amigas no shopping, resolvi passar na livraria, fazia tempo que eu não comprava um livro, e logo na vitrine me deparei com a capa que eu lembrava.
Acho que entrei correndo, procurando nas prateleiras e pilhas de livros, até encontrar logo próximo ao caixa o livro azul com nuvens. O título: A culpa é das estrelas. De John Green.
O mesmo autor que me fez chorar em "A menina que roubava livros." Onde ele trata da morte de uma forma diferente, a morte é amiga e sempre esta do nosso lado. E não foi muito diferente este livro que acabei comprando, ele também trata da morte, mas confesso que foi mais bonito e menos dolorido que o primeiro que li dele.
Na capa, os dizeres escritos com letras como se fosse rabiscada em giz, dizia que eu iria rir e chorar, mas iria querer mais. Logico, no começo quando eu não havia ligado o autor a suas obras, eu achei meio pretensioso da parte dele dizer isso logo na capa de um livro, mas depois que descobri que se tratava do mesmo autor do outro livro, eu realmente acreditei que seria bem possível tudo isso que havia escrito na capa.
Mas o alerta de que eu choraria me fez demorar um pouco em abrir a primeira página, estava passando por um momento delicado na vida, onde o meu psicológico era o problema, e eu teria que tomar muito cuidado para não cair em uma depressão maior que eu estava. É... mas eu sempre disse que é o livro que te escolhe na hora certa, acho que por isso nunca errei a compra de um, eles sempre vieram em boa hora, me ajudando em muitas coisas, principalmente meu estado mental. E foi assim logo na primeira página que o livro me arrancou lágrimas, quando li : "Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte."  Cara, era genial, o livro falou comigo em apenas cinco linhas, me ganhou ao ler as primeiras palavras, e me arrancou lágrimas, me fazendo perceber que eu me encontrava na cama, pensando na morte quando resolvi abrir o livro e ler.
Não, não que eu estava pensando em me matar, mas estava pensando em como seria ir embora e deixar tudo para trás, deixar tudo que eu gostava e de certa forma pensar em quem sentiria minha falta, verdadeiramente falando.
Comecei a devorar as páginas, quando percebi, logo no início que o livro contava uma história que pouca, ou quase nenhuma pessoa havia contado antes. A história de um amor nascido em uma roda de tratamento psicológico para pessoas "quase" terminais com câncer, uma história de duas pessoas que aprenderam a conviver, mesmo que pouco, com seus respectivos câncer, em faze quase terminal, e sim eles eram apenas jovens, no encontro do primeiro amor.
Não, não quero estragar o livro para você que ficou curioso em ler. Eu só quero dizer o quanto aquele site que me assegurou que aquela lista de livros iria mudar a minha vida, estava certo. Esse livro mudou a minha vida, e será um livro que guardarei para ler aos meus filhos, se um dia tive-los, mesmo o autor dizendo que a história é totalmente ficção, eu vi verdade nela. E como diz Hemingway, uma história que tenha passe verdade é uma boa história. (Hemingway foi uma autor histórico e super reconhecido, americano.)
Nessa minha leitura, eu realmente fiz tudo que a capa me dizia, eu chorei e ri muito, os personagens são ótimos, e como o autor lida com a morte é o que mais me fascina, nunca ela é ruim nos livros dele, e sinceramente, opinião de quem escreve no momento, ela (a morte) fica até bonita.
Mas não foi só isso que me chamou atenção neste livro, e não foi só isso que me fez ter a intenção de lê-lo aos meus filhos, o que me fez sentir isso, foi a forma de mostrar o quanto estamos errando no nosso amor entregue as pessoas a nossa volta, o quanto perder alguém, literalmente falando muda toda a forma de mostrar o quanto nós nos importamos, e o quanto é importante para nós, em um simples gesto, mesmo, um simples gesto de uma foto, ou um dizer, que pode fazer a pessoa se sentir bem, mesmo sabendo que não esta. Não, não é ilusão entregue as pessoas, é o verdadeiro sentimento de importância, porque depois, não terá mais nada que você possa fazer para ter de volta todos os momentos e palavras que você gostaria de ter entregue a qualquer pessoa.
Para os homens principalmente, imaginam que  livro se trata apenas para meninas, bobas, adolescentes que pensam em um amor eterno e que o seu primeiro namorado será o homem da sua vida, e que se trata de mais uma baboseira de amor e morte. Ou também sei, por conhecer pessoas que pensam assim, que ao imaginar do que se trata o livro, vão pensar que é perda de tempo ler algo que te faz chorar, ou algo que fale de amor e doença. É, pois é, eu pensei nisso nas primeiras páginas que estava lendo, até me dar conta de que eu pensava assim, porque não sabemos amar direito, não sabemos exatamente o que significa a palavra amor, desaprendemos o que ela significa, e creio que há poucas pessoas exercendo o correto do significado dela. E uma dessas pessoas mesmo fictícia é o personagem de Augustus Waters e de Hazel Grace. Talvez Isaac também, que descobriu a outra versão de amor, a dor.
Bom,  foi isso que o livro me passou em 286 páginas, com um texto limpo, moderno, falas claras e engraçadas, de personagens que contam tudo de forma natural que te faz sorrir e dar algumas risadas alta, como eu dei, e claro, te faz chorar, porque além de ser ficção como já havia escrito antes, ele se torna ao mesmo tempo tão real que te faz realmente pensar na forma que amamos e na forma que desperdiçamos nosso tempo em amar o errado e amar errado.
Leiam porque vale a pena!"

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