Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

sábado, 29 de novembro de 2014

Com amor.








" Era perfeito. Perfeito no sentido de ser e estar.
Era como acordar para uma vida nova, por sentimentos que nunca tive e cuidados de quem realmente se importa.
Não sei se era minha cegueira de amor, não sei, de fato... foi muito bom.
Acordar com a luz do dia entrando na janela, enrolar de cobertores e carinhos.
Foi assim não foi? Os bons momentos foram exatamente assim. 

Agora, um momento diferente, depois de tantos momentos diferentes e ruins.
O dia amanheceu triste hoje, não sei se foi o dia ou o meu estado de espirito, só sei que sim, esta cinza.
A decisão de ir embora.

Penso eu que - nossa esta difícil de pensar em uma coisa de cada vez - mas penso eu que nossos momentos bons serão mais bem lembrados e guardados desse jeito, não é? 
Que iriamos - do jeito que estava - iriamos estragar com todas essas lembranças.
O amor não acaba por motivos como esse, ele só se transforma em lembrança e energia boa que mandamos um para o outro.
O amor perde o sentido quando se torna mais dor.

Sei que guardarei tudo no fundo de cada pensamento e do que carrego no peito. Sei que aprenderei com mais essa lição. Sei que depois de alguns dias ruins, com luta, você consegue transformar o dia um pouco melhor, é uma fase evolutiva sempre pro bem.
Sei que não terei bons dias não no momento, mas que vai passar e eu vou aprender com isso, se for essa a vontade da sequência da minha vida, da nossas vidas.
Sei de como eu ficarei, mas não sei como você ficará.
E estarei sempre nos mesmos lugares para me achar, continuarei sendo a pessoa que pode contar.

Talvez não procure noticias, talvez não aguente não saber... mas se caso o faça, não é por mal... eu realmente me preocupo.
Embora agora deves achar que eu não o amo, que eu não devo me preocupar porque não mereces, que eu tenho que seguir a minha vida... Pode achar tudo isso ou não, só quem sabe é você. Mas eu sei que me preocupo, e que o amor não morre assim, talvez transforme e se torne um aprendizado de formas diferentes de amor, um pouco mais leve e sem cobranças para si e para os outros.

Ah... se o dicionario carregasse na palavra amor tudo que cada pessoa entende sobre o seu significado, teríamos respostas brilhantes e totalmente malucas, porque isso que define o amor. Algo vivo e com muitas formas de explicação. As vezes sem explicação. 

Não me leve a mal... pra mim também não é fácil. Nada fácil, embora por ter outra reação você possa achar que eu não esteja sofrendo tanto assim. Mas sim... estou.
E apesar dos pesares - que há muitos - eu agora só penso nas coisas boas que já passamos, e de como era bom tudo aquilo. Mas talvez seja necessário tudo isso ou não... como eu disse, nunca saberemos o que vem na nossa vida, nunca ... cabe a nós tentar fazer sempre um dia melhor que o outro. Para ter pela frente mais momentos felizes para se lembrar.

Com amor e carinho sempre..."

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dia sépia.

" Hoje foi um dia sépia, quando olhei para a janela e vi que escurecia. Nada de mais, apenas um dia amarelado.
Fiquei órfã de um livro bom. Acabei o que eu lera a um tempo - também, 700 páginas -  antes não me sobrava tempo. Agora como em uma mágica, o tempo começou a me dar folga.
Fui limpar meus livros, são tantos, mas adoro cada um, sem eles minha imaginação cairia no tédio absoluto, no marasmo da vida corriqueira e sem sentido. A delicia é você ser Deus na sua leitura, imaginando o seu mundo, o seu cenário, e o rosto de cada personagem. Não costumo ser a leitora chata de clássicos, livros de autores de vestibular ou coisa do gênero, ainda tento, mas são sempre aqueles que meu marcador fica perdido anos, em meio as primeiras folhas que tentei ler e tive preguiça.
As falas e a dinâmica me envolve muito mais, fazer os olhos correrem para apenas descobrir o que vem na próxima página. Sim sou uma leitora viciada, mas não em qualquer livro.
Olha eu aqui, falando e falando sobre livos, acho que realmente fiquei carente em terminar um tão bom. E ao limpar os meus já lidos, pensei em reler algum desses tantos.
Mas foi no meio dessa limpeza que sentei e sorri. As minhas histórias, aquelas de não saber como vai ser o próximo dia, estilo novela mexicana, com vontade de ir rápido para ver o que acontecia no próximo dia, e a incerteza de não gostar do final. Sim, pensei - naquele jeito de quem sente saudades e diz "ai ai" - pensei nesses momentos, e percebi o quanto gostava disso.
Gostava de ir sem rumo, sem saber quando voltar e que horas, aquela conquista diária - de tudo - da vida, das pessoas, a engrenagem para sempre permanecer em movimento.
Era bom contar histórias, porque tudo que acontece comigo sempre foi trágico, sofrido até a última gotinha, e depois eu sempre saia sorrindo e rápido demais para não deixar a engrenagem parar. Sempre fui intensa em tudo, e sei o que acontece com pessoas assim, sou uma delas, mas isso me da algo que adoro e só isso me permite... as minhas histórias da vida. (da vida sim, não de vida. A vida que me deu de presente todos esses capítulos).
São dias como esse, de sépia que me faz voltar nas histórias e querer saber o que eu farei das próximas páginas. Dias de sépia e a mente em uma engrenagem emperrada.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Curva 28

" Ha quem vá me chamar de burra, talvez de sem amor, um pouco de sem juízo e com uma pitada de confusão.
Aceito todos os termos.
Aqui dentro estão exatamente um pouco de cada um deles, e é por isso que me entrego, mais uma vez, em escritas.
Sim confesso que andei afastada disso, como andei afastada de muitas coisas que me faziam ser quem eu sempre fui, afinal, mais um ano esta para acabar, e com ele, mais uma bagagem enorme de coisas misturadas.
Se misturam pesos, experiências, lições, pitadas de aventuras, saudades...
Nem sei mais o que eu carrego, não faço muita questão de saber, porque quanto mais de mexe mais coisas eu acabo achando. Sinceramente... eu agora tenho tanta coisa que eu prefiro é esquecer.
Eu virei a curva dos 28, e no meu rosto sai um leve sorriso quando penso nessa curva, acho engraçado o nome que dei a mais uma passagem, curva. Não foi uma página, foi uma curva, porque na verdade eu estou caminhando em passos curtos do que antes, e agora calculo mais meu risco, o risco de muitas coisas, não só o meu.
Antes de chegar nessa curva, eu idolatrava, e ainda idolatro, o amor incondicional e a forma que ele se representa no mundo. Nessas páginas eu deixei mutos exemplos disso, movida muitas vezes na tristeza e no desespero de talvez não encontrar. Bom... agora me vejo confusa com o que deixei para trás.
O que antes eu vivia em função, agora é apenas um complemento, eu vi que não posso viver só na função disso, e me fez falta tudo que deixei de fazer, ou até coisas que ainda não fiz.
Não... não se trata de sexo, nem de atração. Não se trata de ter muitas outras pessoas na vida ou algo do passado. Agora o assunto amor é exclusivamente meu.
Um dia em silêncio, um dia dirigindo meu carro para me divertir e não ter preocupações de volta, um dia de estudo, um dia não... vários, um dia de pura preguiça na cama com tudo desligado, ou vendo meu filme favorito até cansar de colocar para repetir. De escrever... de ler. permitir preencher essas folhas sem ter culpa de magoar alguém, apenas desabafar o que vem aqui de dentro, escrever meus contos malucos sem que achem pessoal. Ganhar e gastar o dinheiro suado com coisas que eu queira realmente fazer... são tantas coisas que eu descobri prestes a virar a curva 28.
Sim, deveria estar no desespero de logo fazer família, de dar continuidade a meu sangue e genes... mas a curva que eu virei me mostrou outras coisas. Com o passar do tempo e da vida eu comecei a ver outras coisas. Coisas que eu não percebia, que eu achava que não poderia acontecer, que eu para ser feliz precisava de sempre mais alguém.
Lógico, preciso, mas não o tempo todo, não agora.
Sim, sinto falta, sou ser humano, sinto carência... quem não sente? Sim quero ter minha família, quem não quer? Mas ainda me falta tanta coisa...
Ainda me falta ver a neve novamente, ou ver Paris florido na primavera. Me falta conhecer pessoas e dividir momentos com elas, falta aprender em definitivo mais uma língua. Me falta um emprego sem riscos, arrumar meu carro que tanto gosto. Me falta um canto só meu, falta também acordar arrependida de escolhas e aprender com elas. Ainda sinto que falta muita coisa.
E é desesperador sentir isso agora, nesse momento.
Nunca fui uma pessoa que mede erros e acertos, que mede tempo. ainda acho que o tempo é cruel embora sábio. E a curva 28 me fez ver que aquela frase "tenha calma" faz todo o sentido do mundo. Agora não lido mais apenas com os meus sentimentos, não estou sozinha apenas para me ferir, apenas para seguir o meu único caminho.
O medo existe constante em minha cabeça, com a dúvida de que eu vá fazer certo ou não...
A minha alegria é que tudo que vivi foi verdade e intenso. Foi uma entrega única e lembranças eternas, nenhuma vez me entreguei pela metade, e fiz com a certeza de que seria eterno. Mas para acompanhar a vida tem que ter certeza de uma coisa... nunca se trata do mesmo dia, nem da mesma noite, Nunca teremos a repetição das mesmas coisas... Sim a vida muda e ela nunca conta como vai ser a próxima cena. Cabe a nós se adaptar ao roteiro e as mudanças do enredo. E quer saber de mais... nem nós comandamos o que irá mudar e muito menos quem.
Então acho que achei a minha tão sonhada definição do amor... quando comecei a me amar e entregar ao meu tempo toda a minha atenção e energia. Mas quem vai entender esse meu novo amor, quem vai aceitar esse tempo que só eu posso me dar?"