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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dia sépia.

" Hoje foi um dia sépia, quando olhei para a janela e vi que escurecia. Nada de mais, apenas um dia amarelado.
Fiquei órfã de um livro bom. Acabei o que eu lera a um tempo - também, 700 páginas -  antes não me sobrava tempo. Agora como em uma mágica, o tempo começou a me dar folga.
Fui limpar meus livros, são tantos, mas adoro cada um, sem eles minha imaginação cairia no tédio absoluto, no marasmo da vida corriqueira e sem sentido. A delicia é você ser Deus na sua leitura, imaginando o seu mundo, o seu cenário, e o rosto de cada personagem. Não costumo ser a leitora chata de clássicos, livros de autores de vestibular ou coisa do gênero, ainda tento, mas são sempre aqueles que meu marcador fica perdido anos, em meio as primeiras folhas que tentei ler e tive preguiça.
As falas e a dinâmica me envolve muito mais, fazer os olhos correrem para apenas descobrir o que vem na próxima página. Sim sou uma leitora viciada, mas não em qualquer livro.
Olha eu aqui, falando e falando sobre livos, acho que realmente fiquei carente em terminar um tão bom. E ao limpar os meus já lidos, pensei em reler algum desses tantos.
Mas foi no meio dessa limpeza que sentei e sorri. As minhas histórias, aquelas de não saber como vai ser o próximo dia, estilo novela mexicana, com vontade de ir rápido para ver o que acontecia no próximo dia, e a incerteza de não gostar do final. Sim, pensei - naquele jeito de quem sente saudades e diz "ai ai" - pensei nesses momentos, e percebi o quanto gostava disso.
Gostava de ir sem rumo, sem saber quando voltar e que horas, aquela conquista diária - de tudo - da vida, das pessoas, a engrenagem para sempre permanecer em movimento.
Era bom contar histórias, porque tudo que acontece comigo sempre foi trágico, sofrido até a última gotinha, e depois eu sempre saia sorrindo e rápido demais para não deixar a engrenagem parar. Sempre fui intensa em tudo, e sei o que acontece com pessoas assim, sou uma delas, mas isso me da algo que adoro e só isso me permite... as minhas histórias da vida. (da vida sim, não de vida. A vida que me deu de presente todos esses capítulos).
São dias como esse, de sépia que me faz voltar nas histórias e querer saber o que eu farei das próximas páginas. Dias de sépia e a mente em uma engrenagem emperrada.

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