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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Curva 28

" Ha quem vá me chamar de burra, talvez de sem amor, um pouco de sem juízo e com uma pitada de confusão.
Aceito todos os termos.
Aqui dentro estão exatamente um pouco de cada um deles, e é por isso que me entrego, mais uma vez, em escritas.
Sim confesso que andei afastada disso, como andei afastada de muitas coisas que me faziam ser quem eu sempre fui, afinal, mais um ano esta para acabar, e com ele, mais uma bagagem enorme de coisas misturadas.
Se misturam pesos, experiências, lições, pitadas de aventuras, saudades...
Nem sei mais o que eu carrego, não faço muita questão de saber, porque quanto mais de mexe mais coisas eu acabo achando. Sinceramente... eu agora tenho tanta coisa que eu prefiro é esquecer.
Eu virei a curva dos 28, e no meu rosto sai um leve sorriso quando penso nessa curva, acho engraçado o nome que dei a mais uma passagem, curva. Não foi uma página, foi uma curva, porque na verdade eu estou caminhando em passos curtos do que antes, e agora calculo mais meu risco, o risco de muitas coisas, não só o meu.
Antes de chegar nessa curva, eu idolatrava, e ainda idolatro, o amor incondicional e a forma que ele se representa no mundo. Nessas páginas eu deixei mutos exemplos disso, movida muitas vezes na tristeza e no desespero de talvez não encontrar. Bom... agora me vejo confusa com o que deixei para trás.
O que antes eu vivia em função, agora é apenas um complemento, eu vi que não posso viver só na função disso, e me fez falta tudo que deixei de fazer, ou até coisas que ainda não fiz.
Não... não se trata de sexo, nem de atração. Não se trata de ter muitas outras pessoas na vida ou algo do passado. Agora o assunto amor é exclusivamente meu.
Um dia em silêncio, um dia dirigindo meu carro para me divertir e não ter preocupações de volta, um dia de estudo, um dia não... vários, um dia de pura preguiça na cama com tudo desligado, ou vendo meu filme favorito até cansar de colocar para repetir. De escrever... de ler. permitir preencher essas folhas sem ter culpa de magoar alguém, apenas desabafar o que vem aqui de dentro, escrever meus contos malucos sem que achem pessoal. Ganhar e gastar o dinheiro suado com coisas que eu queira realmente fazer... são tantas coisas que eu descobri prestes a virar a curva 28.
Sim, deveria estar no desespero de logo fazer família, de dar continuidade a meu sangue e genes... mas a curva que eu virei me mostrou outras coisas. Com o passar do tempo e da vida eu comecei a ver outras coisas. Coisas que eu não percebia, que eu achava que não poderia acontecer, que eu para ser feliz precisava de sempre mais alguém.
Lógico, preciso, mas não o tempo todo, não agora.
Sim, sinto falta, sou ser humano, sinto carência... quem não sente? Sim quero ter minha família, quem não quer? Mas ainda me falta tanta coisa...
Ainda me falta ver a neve novamente, ou ver Paris florido na primavera. Me falta conhecer pessoas e dividir momentos com elas, falta aprender em definitivo mais uma língua. Me falta um emprego sem riscos, arrumar meu carro que tanto gosto. Me falta um canto só meu, falta também acordar arrependida de escolhas e aprender com elas. Ainda sinto que falta muita coisa.
E é desesperador sentir isso agora, nesse momento.
Nunca fui uma pessoa que mede erros e acertos, que mede tempo. ainda acho que o tempo é cruel embora sábio. E a curva 28 me fez ver que aquela frase "tenha calma" faz todo o sentido do mundo. Agora não lido mais apenas com os meus sentimentos, não estou sozinha apenas para me ferir, apenas para seguir o meu único caminho.
O medo existe constante em minha cabeça, com a dúvida de que eu vá fazer certo ou não...
A minha alegria é que tudo que vivi foi verdade e intenso. Foi uma entrega única e lembranças eternas, nenhuma vez me entreguei pela metade, e fiz com a certeza de que seria eterno. Mas para acompanhar a vida tem que ter certeza de uma coisa... nunca se trata do mesmo dia, nem da mesma noite, Nunca teremos a repetição das mesmas coisas... Sim a vida muda e ela nunca conta como vai ser a próxima cena. Cabe a nós se adaptar ao roteiro e as mudanças do enredo. E quer saber de mais... nem nós comandamos o que irá mudar e muito menos quem.
Então acho que achei a minha tão sonhada definição do amor... quando comecei a me amar e entregar ao meu tempo toda a minha atenção e energia. Mas quem vai entender esse meu novo amor, quem vai aceitar esse tempo que só eu posso me dar?"

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