" Andei por muito tempo correndo atrás de você... sem ponderar meus passos e atos, sem ao menos ver os perigos que me rodeavam.
Passei muito tempo esperando você chegar, batendo na porta, janela, parede, em qualquer lugar e em qualquer hora.
Me achava sem o direito de tê-la... Sim, achava não ser merecedora de sua atenção, de sua companhia. Via você passar de braços dados com outras pessoas, bem perto de mim, mas parecia nunca me olhar.
Não que eu tenha te encontrado, mas acho que fiquei que um pedacinho seu nesses dias, não sei se dura, não sei se me pertence, mas eu consegui pegar quando você esqueceu, desatento, deixou cair, ali nos meus pés um pedaço de Sorte.
Sei que não é fácil te conseguir, a não mesmo... Muitos passam a vida toda tentando te encontrar, em alguns números de loteria, em uma prova de vestibular, em um dia difícil de rotina, ou até mesmo no amor. Em todas, todas essas formas, você se esquiva muito bem quando não quer ser pega.
Eu realmente fui displicente em muitas vezes que você apareceu, dei as costas, achei que não era o momento, não dei muita importância... Agora corro atrás do prejuízo.
Admita, você esqueceu um pedacinho seu quando passava por mim aquele dia, e eu como estava atenta a você a tempos, recolhi e aceitei de bom grado.
Agora lhe agradeço por ainda estar me rodeando, mesmo que de longe, esperando eu recolher os pedaços, as gotinhas de Sorte que eu vou guardando, e com elas me tornando uma pessoa mais feliz do que eu me encontrava.
Quando for embora, não recolha o pouco que consegui pegar, deixe essas gotinhas de Sorte comigo, deixe-me lembrar de como é ter encontrado o que muitos andam procurando, o que eu um dia procurei. Deixe de lembrança, de um dia bom, que eu consegui vencer, pelo menos um dia, a minha incansável busca da felicidade."
Tudo que guardo aqui dentro. ****************************************************************************************** (reformulação do blog sessaocorujabykika.blogspot.com, o passado ficou para lá. Ainda ativo. Aqui pretendo deixar outras coisas nessa caixa.)
Tudo que tem aqui dentro.
- Èrika (Kika)
- Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Papo com o Divino parte 2
" Achei que eu tinha te esquecido né?
Que isso... como pode pensar algo assim de mim. Ainda converso com você, mas hoje acho que vim agradecer.
Lógico, não vou dizer que perdi o costume de fazer alguns pedidos e observações que correm ao meu redor, sabe como é, já que temos tão pouco tempo juntos, aqui nessa reza sem pé nem cabeça, vou usar um pouco desse tempo para ter aquele velho "papo reto" com você. Senta ai, te dou um espaço na minha cabeça, se acomode e vamos fazer dessa falta de sono uma conversa amigável de velhos conhecidos.
Em primeiro quero agradecer a pessoa que você me enviou depois de tanto tempo que eu fiquei chorando as pitangas pra você. Eu sei, eu sei... é difícil, esse mundo esta uma meleca, mas eu disse pra você não largar mão das pessoas e deixar elas decidirem muito, sabe como é, deixa todo mundo solto, ai você nem queira esperar bons resultados... Mas isso deixamos para depois, antes quero realmente agradecer.
Dessa vez acho que acertou em tudo que andei pedindo por anos. Tá, ok sei bem que muitas vezes eu imaginei que você tivesse acertado, e que eu seria a pessoa mais feliz da vida, sei também, que foi para meu bem, você já disse... Mas dessa vez, to me sentindo muito bem, sem precisar mudar em nada, sem precisar me esforçar em ser feliz.
Você é pilantra né, quando eu disse que não queria mais ninguém, que estava cansada de ser idiota, do nada, realmente, do nada você coloca ele na minha vida. E do jeito que eu gosto, impossível de resistir. Essa meu velho, tu acertou. É meu velho amigo, você sabe e eu sei, que você me conhece muito bem, no mínimo nessa encarnação uns 26 anos beirando aos 27.
Lá vem um pedido... Só mantenha tudo isso, ok. Mantenha essa pessoa maravilhosa que esta ao meu lado, faça ambos seguir juntos, sem medo e sem limites. Demorou tanto, mas tanto para eu confiar assim tão depressa em alguém... Não torne isso descartável.
E não adianta virar os olhos quando falo disso... seja mais paciente tá... Foi muito tempo. Ou você quer que eu continue chorando as pitangas pro seu lado? Acho que não né... então, por favor seja bonzinho comigo dessa vez e me compreenda.
Falando em compreensão, trocando totalmente de assunto... Agora como amigos que somos... troca de ideias, e sem virar esses olhos, como dois amigos em uma mesa de bar discutindo filosofias... Me explica uma coisa que não entendo, do porque a falta de tanto respeito?
Eu sei, eu sei, as pessoas só tem respeito quando dão respeito... mas quando é falta de sensibilidade mesmo... uma reação do nada, daquelas que você não imaginava porque sempre tratou a pessoa muito bem?
Fico triste em ver isso na rua, fico triste em ver isso com amigos, e lógico fico muito triste quando acontece comigo... mas não tem como mudar isso não? Você não acha que essa terra brasileira bagunçou demais? E nessa bagunça, sinceramente não vejo muito jeito.
Sei que sem vergonha tem em todo momento dessa amada Terra Mãe, a anos a traição é um escudo e amigo do ser humano, e sem contar os incríveis ladrões, que também fazem parte da nossa história lastimável na queba para o abismo que nos encontramos hoje... Mas e ai, só explodindo mesmo, só acabando com tudo vamos nos livrar disso, ou a sua luz descerá e iluminará as cabeças ocas das meninas frutas, dos homens que não conseguem ser fiel, dos políticos safados, e dos ladrões que tiram a vida dos outros por uma carteira? Não esconda o segredo de mim vai Divino, me conta esse capítulo da novela, que eu assisto todo dia, mas não vejo muitas mudanças.
Vejo tanta gente que podia ser feliz, entender que o próximo é o seu apoio pra caminhada da vida, e se for sozinho, um dia vai precisar de ajuda. E ia? Ai ele se entrega a uma luxuria de um dia, ou um roubo de uma noite e no final, se vê sozinho. Se vê infeliz...
Eu acredito naquela frase que diz ser impossível ser feliz sozinho, a solidão, não importa se humana ou animal, é terrível.
É, aqui estou filosofando com o Soberano, como se você não soubesse disso. E ainda sorri... agora não sei se esta sorrindo ou rindo da minha cara, com essa esperança tola de quem um dia esse país da bunda e da sacanagem, se torne o país do próximo e da gratidão.
Você vê jornal né, sei que vê em todo o mundo.. Ok, vamos lá... Você viu guerras, você viu fome, miséria, viu pessoas tirarem vidas e pessoas darem vidas, viu muita coisa, também, nem sei quantos anos você tem, e desculpe a intimidade, até que esta bem para a sua vasta idade, mas, em tanto tempo, não te deu vontade de arregaçar as mangas e começar a dar petelecos na cabeça oca de muita gente? Se me concedesse esse poder, há, você sabe o que eu faria né... acho que é por isso que você não me dá esse prazer.
Bom Divino, é sempre um prazer trocar essa nossa ideia... como eu já disse, não costumo rezar, porque não tenho uma religião certa a seguir, mas acredito que tu é um cara bacana, e que escuta quando converso com você. As vezes da um rolê por ai e esquece de mim, mas volta quando preciso, como diz por ai "tamo junto!" Mas não vou me esquecer da felicidade que me entregou neste momento, não vou esquecer das nossas conversas nas madrugadas de insônia, e não vou esquecer que você é a única esperança para uma mudança radial na cabeça de muita gente, independente de crença, raça ou sei lá o que... Da forma que te imaginam, não importa... se faz o melhor, é tu Divino que aparece pra salvar a falta de esperança que nos ronda, e para quem eu agradeço quando vejo motivo para sorrir.
Bora pra sua casa que eu quero dormir. Até mais."
Que isso... como pode pensar algo assim de mim. Ainda converso com você, mas hoje acho que vim agradecer.
Lógico, não vou dizer que perdi o costume de fazer alguns pedidos e observações que correm ao meu redor, sabe como é, já que temos tão pouco tempo juntos, aqui nessa reza sem pé nem cabeça, vou usar um pouco desse tempo para ter aquele velho "papo reto" com você. Senta ai, te dou um espaço na minha cabeça, se acomode e vamos fazer dessa falta de sono uma conversa amigável de velhos conhecidos.
Em primeiro quero agradecer a pessoa que você me enviou depois de tanto tempo que eu fiquei chorando as pitangas pra você. Eu sei, eu sei... é difícil, esse mundo esta uma meleca, mas eu disse pra você não largar mão das pessoas e deixar elas decidirem muito, sabe como é, deixa todo mundo solto, ai você nem queira esperar bons resultados... Mas isso deixamos para depois, antes quero realmente agradecer.
Dessa vez acho que acertou em tudo que andei pedindo por anos. Tá, ok sei bem que muitas vezes eu imaginei que você tivesse acertado, e que eu seria a pessoa mais feliz da vida, sei também, que foi para meu bem, você já disse... Mas dessa vez, to me sentindo muito bem, sem precisar mudar em nada, sem precisar me esforçar em ser feliz.
Você é pilantra né, quando eu disse que não queria mais ninguém, que estava cansada de ser idiota, do nada, realmente, do nada você coloca ele na minha vida. E do jeito que eu gosto, impossível de resistir. Essa meu velho, tu acertou. É meu velho amigo, você sabe e eu sei, que você me conhece muito bem, no mínimo nessa encarnação uns 26 anos beirando aos 27.
Lá vem um pedido... Só mantenha tudo isso, ok. Mantenha essa pessoa maravilhosa que esta ao meu lado, faça ambos seguir juntos, sem medo e sem limites. Demorou tanto, mas tanto para eu confiar assim tão depressa em alguém... Não torne isso descartável.
E não adianta virar os olhos quando falo disso... seja mais paciente tá... Foi muito tempo. Ou você quer que eu continue chorando as pitangas pro seu lado? Acho que não né... então, por favor seja bonzinho comigo dessa vez e me compreenda.
Falando em compreensão, trocando totalmente de assunto... Agora como amigos que somos... troca de ideias, e sem virar esses olhos, como dois amigos em uma mesa de bar discutindo filosofias... Me explica uma coisa que não entendo, do porque a falta de tanto respeito?
Eu sei, eu sei, as pessoas só tem respeito quando dão respeito... mas quando é falta de sensibilidade mesmo... uma reação do nada, daquelas que você não imaginava porque sempre tratou a pessoa muito bem?
Fico triste em ver isso na rua, fico triste em ver isso com amigos, e lógico fico muito triste quando acontece comigo... mas não tem como mudar isso não? Você não acha que essa terra brasileira bagunçou demais? E nessa bagunça, sinceramente não vejo muito jeito.
Sei que sem vergonha tem em todo momento dessa amada Terra Mãe, a anos a traição é um escudo e amigo do ser humano, e sem contar os incríveis ladrões, que também fazem parte da nossa história lastimável na queba para o abismo que nos encontramos hoje... Mas e ai, só explodindo mesmo, só acabando com tudo vamos nos livrar disso, ou a sua luz descerá e iluminará as cabeças ocas das meninas frutas, dos homens que não conseguem ser fiel, dos políticos safados, e dos ladrões que tiram a vida dos outros por uma carteira? Não esconda o segredo de mim vai Divino, me conta esse capítulo da novela, que eu assisto todo dia, mas não vejo muitas mudanças.
Vejo tanta gente que podia ser feliz, entender que o próximo é o seu apoio pra caminhada da vida, e se for sozinho, um dia vai precisar de ajuda. E ia? Ai ele se entrega a uma luxuria de um dia, ou um roubo de uma noite e no final, se vê sozinho. Se vê infeliz...
Eu acredito naquela frase que diz ser impossível ser feliz sozinho, a solidão, não importa se humana ou animal, é terrível.
É, aqui estou filosofando com o Soberano, como se você não soubesse disso. E ainda sorri... agora não sei se esta sorrindo ou rindo da minha cara, com essa esperança tola de quem um dia esse país da bunda e da sacanagem, se torne o país do próximo e da gratidão.
Você vê jornal né, sei que vê em todo o mundo.. Ok, vamos lá... Você viu guerras, você viu fome, miséria, viu pessoas tirarem vidas e pessoas darem vidas, viu muita coisa, também, nem sei quantos anos você tem, e desculpe a intimidade, até que esta bem para a sua vasta idade, mas, em tanto tempo, não te deu vontade de arregaçar as mangas e começar a dar petelecos na cabeça oca de muita gente? Se me concedesse esse poder, há, você sabe o que eu faria né... acho que é por isso que você não me dá esse prazer.
Bom Divino, é sempre um prazer trocar essa nossa ideia... como eu já disse, não costumo rezar, porque não tenho uma religião certa a seguir, mas acredito que tu é um cara bacana, e que escuta quando converso com você. As vezes da um rolê por ai e esquece de mim, mas volta quando preciso, como diz por ai "tamo junto!" Mas não vou me esquecer da felicidade que me entregou neste momento, não vou esquecer das nossas conversas nas madrugadas de insônia, e não vou esquecer que você é a única esperança para uma mudança radial na cabeça de muita gente, independente de crença, raça ou sei lá o que... Da forma que te imaginam, não importa... se faz o melhor, é tu Divino que aparece pra salvar a falta de esperança que nos ronda, e para quem eu agradeço quando vejo motivo para sorrir.
Bora pra sua casa que eu quero dormir. Até mais."
terça-feira, 27 de agosto de 2013
A sua.
"Temos..tudo que tinha, teremos ou tivemos.
Olhamos... tudo que olho, olhei ou olharei.
Sentimos... tudo que senti, sentirei ou sentiremos.
Faça tudo rimar, se juntar com você, comigo.
Saiba... tudo é amar, do jeito raro e do jeito divino.
Fez de mim um sorriso, do pranto ou do acaso.
Quando parecia tudo perdido, sem vida e sem prazo.
Faz de mim mais leve, mais minha, mais sua.
Se tenho comigo... te levo sem medo.
No tempo me perco, sem regras... sem jeito.
Me torno metade, de troca, de vida.
Dessa ordem bagunçada, me retiro, sendo tua.
Nessa desordem de sentidos, eu sou minha eu sou sua."
Olhamos... tudo que olho, olhei ou olharei.
Sentimos... tudo que senti, sentirei ou sentiremos.
Faça tudo rimar, se juntar com você, comigo.
Saiba... tudo é amar, do jeito raro e do jeito divino.
Fez de mim um sorriso, do pranto ou do acaso.
Quando parecia tudo perdido, sem vida e sem prazo.
Faz de mim mais leve, mais minha, mais sua.
Se tenho comigo... te levo sem medo.
No tempo me perco, sem regras... sem jeito.
Me torno metade, de troca, de vida.
Dessa ordem bagunçada, me retiro, sendo tua.
Nessa desordem de sentidos, eu sou minha eu sou sua."
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Leve.
" Foram muitas noites, olhando tudo passar pela janela, deixando qualquer sentimento desaparecer do pensamento, apertando minhas mãos para qualquer ansiedade. Foram noites e dias assim, as vezes acompanhada da Lua as vezes ela me deixava só, as vezes acompanhada do Sol, as vezes ele também me deixava só.
Fechei meus olhos muitas vezes só para o relógio correr.
Preferi dar conselhos, e ajudar... fui esquecendo de me ajudar, fui esquecendo do que eu esperava... eu já não esperava mais por nada e nem por ninguém.
Fui atrapalhada, sem saber o que meus passos aprontavam ao meu futuro, o futuro incerto, já nem eu sabia se sairia viva de mais uma longa caminhada ao desconhecido e sem medo, eu fui.
Fiquei todo esse tempo sendo apenas uma alternativa para uns, um passatempo para outros, ou apenas um ser que respira para muitos, e são as mesmas pessoas que agora me cobram posições nas decisões que a vida resolveu me presentear. Ei... eu estava aqui, esse tempo todo, sozinha, olhando pela janela, envelhecendo cada dia, imaginando se um dia eu também teria a sorte de não precisar ver a minha vida passar e começar a vivê-la. E agora... alguém fez com que meus o pés encontrassem o chão, aquele que eu irei caminhar.
Não tenho nada a dizer aqueles que me deixaram a esperar mentiras, nada tenho a agradecer e muito menos nada tenho a sentir.
O que sinto hoje é o ar entrando e saindo de meus pulmões, e sentindo o coração bombear meu sangue na velocidade que me faz levantar e abrir finalmente a janela. O que sinto é estar livre depois de tanto ser enganada e de tanto ser deixada para um "até um dia desses".
Agradecer aquele que me tirou da prisão, e nos livrar do preconceito alheio do mundo que estipula tempo e intensidade. Nos livrar das regras de uma sociedade infeliz que precisa contar no relógio ou no calendário para dizer que ama, precisa do tempo para dizer se é com essa ou aquela pessoa que você passará seus melhores momentos da vida.
Quero agradecer a você que me tirou do tempo, que acendeu a luz, que segurou minha mão e teve vontade de estar ao meu lado independente dos dizeres alheios ou dos padrões da vida, a você que aos poucos me tira os medos que carrego de pessoas que me machucaram, que me prometeram. Lhe agradecer por enfrentar tudo ao lado, sem medo, e provar que o tempo é apenas desculpa para quem quer fugir, para quem se esconde.
E dizer aqueles que um dia me fizeram olhar pela janela, mais um dia perdido, apenas pensando que eu não serviria para ser feliz... que eu hoje me encontro feliz, não sei amanhã, nem depois, mas hoje eu me sinto feliz, como eu disse, o amanhã é o depois é tempo... e eu não preciso me esconder dele."
Fechei meus olhos muitas vezes só para o relógio correr.
Preferi dar conselhos, e ajudar... fui esquecendo de me ajudar, fui esquecendo do que eu esperava... eu já não esperava mais por nada e nem por ninguém.
Fui atrapalhada, sem saber o que meus passos aprontavam ao meu futuro, o futuro incerto, já nem eu sabia se sairia viva de mais uma longa caminhada ao desconhecido e sem medo, eu fui.
Fiquei todo esse tempo sendo apenas uma alternativa para uns, um passatempo para outros, ou apenas um ser que respira para muitos, e são as mesmas pessoas que agora me cobram posições nas decisões que a vida resolveu me presentear. Ei... eu estava aqui, esse tempo todo, sozinha, olhando pela janela, envelhecendo cada dia, imaginando se um dia eu também teria a sorte de não precisar ver a minha vida passar e começar a vivê-la. E agora... alguém fez com que meus o pés encontrassem o chão, aquele que eu irei caminhar.
Não tenho nada a dizer aqueles que me deixaram a esperar mentiras, nada tenho a agradecer e muito menos nada tenho a sentir.
O que sinto hoje é o ar entrando e saindo de meus pulmões, e sentindo o coração bombear meu sangue na velocidade que me faz levantar e abrir finalmente a janela. O que sinto é estar livre depois de tanto ser enganada e de tanto ser deixada para um "até um dia desses".
Agradecer aquele que me tirou da prisão, e nos livrar do preconceito alheio do mundo que estipula tempo e intensidade. Nos livrar das regras de uma sociedade infeliz que precisa contar no relógio ou no calendário para dizer que ama, precisa do tempo para dizer se é com essa ou aquela pessoa que você passará seus melhores momentos da vida.
Quero agradecer a você que me tirou do tempo, que acendeu a luz, que segurou minha mão e teve vontade de estar ao meu lado independente dos dizeres alheios ou dos padrões da vida, a você que aos poucos me tira os medos que carrego de pessoas que me machucaram, que me prometeram. Lhe agradecer por enfrentar tudo ao lado, sem medo, e provar que o tempo é apenas desculpa para quem quer fugir, para quem se esconde.
E dizer aqueles que um dia me fizeram olhar pela janela, mais um dia perdido, apenas pensando que eu não serviria para ser feliz... que eu hoje me encontro feliz, não sei amanhã, nem depois, mas hoje eu me sinto feliz, como eu disse, o amanhã é o depois é tempo... e eu não preciso me esconder dele."
sábado, 10 de agosto de 2013
Era uma casa muito engraçada...
" Herdei uma casa, uma enorme e linda mansão, onde não sabia os segredos lá escondidos, e na verdade e sei muito menos como a herdei... Mas essa história é sobre a casa e não como conseguimos fazer parte dela, era apenas eu, minha mãe e meu irmão mais novo.
Meu irmão havia saído, e encontrei com minha mãe dedicada no jardim, claro, já disse, não me lembro mais nada antes disso, a cena que vejo é apenas minha mãe com um chapéu pequeno, com pás e luvas, pronta para começar a arrumar o lindo jardim de enorme casa, o antes não importa, talvez não agora ou talvez não para esta história.
O jardim era repleto de árvores, e flores, não parecia abandonado, talvez cuidadosamente abandonado, mas não sem vida. Fui em direção a ela, ajudar, mas a visão que tive de minha mãe era clara e o Sol ajudava a ficar mais bonito. Fomos entrando no meio de flores e árvores, quando avistamos uma linda fonte. Creio que passamos um bom tempo nos cuidados das plantas.
A seguinte cena, já estávamos dentro da enorme casa, ainda não havíamos explorado, e aquele foi o momento, definitivamente não me lembro da sala com detalhes, muito menos da entrada da mansão, mas ela me parecia moderna, apenas o jardim antigo. Subimos a escadaria para começar o abrir de portas.
Sim, tudo aquilo era nosso, e lembro-me do suor em minhas mãos, e o bater rápido do coração, ansiando a surpresa que atrás daquelas portas esperava.
Abrimos a primeira e logo uma surpresa inesperada e linda, três filhotes de cachorro, um parecia de raça e que iria ficar imenso, outros dois vira-lata, apareceram abanando os rabos, com suas barrigas gordas e patas desengonçadas, morderam meus dedos e de jogavam em minhas mãos. Sim ficaremos com eles, pensamos, eu e minha mãe. Claro, uma casa daquele tamanho, caberia e daria alegria a nova vida. E assim seguiram como sombras, sempre animados, brincando entre eles, e nos seguindo no desbravar das portas fechadas.
Abrimos mais algumas portas e vimos muitos banheiros, pensamos em derrubar dois deles para fazer a casinha para aquelas bolinhas de rabo, precisavam de algum lugar perto de nós, foi quando abrimos mais uma porta.
Só me lembro em avistar uma cama relativamente grande, caberia talvez vinte pessoas deitadas nela, e sua lateral era plastificada. como uma caixa fofa, um tipo de estofamento impermeável. E um colchão grosso, havia travesseiros e alguns cobertores já preparados na cama.
Pra que uma cama desse tamanho... Pensei.
As duas cansada, resolvemos deitar nela, lógico, quem não testa colchão por ai. O quarto era enorme, desproporcional a casa, parecia que pegava quase a casa inteira, mas era apenas impressão. Havia muitas portas a serem abertas ainda. O teto era alto, e na lateral, havia uma pequena arquibancada.
Ficamos deitada com a barriga para cima, e vendo o quanto alto era o teto, e imaginando o que seria aquilo, o que um dia foi, quando escutamos barulho de água.
Olhamos ao redor, levantamos, e não vimos água, nenhuma torneira, nada, nada que pudesse fazer aquele barulho. Ficamos em silêncio, e o barulho parecia vir da cama, mas não era colchão d'água, nos aproximamos, e colocamos nossas orelhas próxima a cama, e sim o barulho vinha dela.
Procuramos botão, algum dispositivo de som, nada foi encontrado. Resolvemos então levantar o colchão...
Meu irmão havia chego, com uns amigos, inseparáveis dele, loucos para fazer o que eu e minha mãe começamos a fazer, chegaram abrindo portas, rindo. Eu e minha mãe estávamos paralisadas no quarto gigante, eu, ela e os três cães que não paravam de se morder e de brincar, eram muito pequenos para conseguirem subir em qualquer coisa. Escutamos o som das risadas e dos passos chegarem até o quarto onde estávamos, quando eles entraram.
- Ei, o que aconteceu que vocês estão ai paradas olhando para a cama? - Disse meu irmão, ainda sem perceber o tamanho de tudo dentro daquele quarto. - Caramba, olha essa cama que enorme, é isso que vocês estão impressionadas? Olhem isso gente, dá pra fazer lutinha aqui.
Os amigos riram, mas olharam para nosso rosto, e nossa expressão não mudara em nenhum momento.
- Não suba ai para fazer lutinha, primeiro olha embaixo do colchão. - Disse minha mãe ainda sem entender o que havia debaixo daquilo.
Meu irmão revirou os olhos, como se chamasse minha mãe de maluca, mas levantou o colchão, que era bem pesado, e viu.
Viu algo brilhar como água, não conseguiu levantar muito, na verdade nem eu e minha mãe, só vimos que lá embaixo havia água, e parecia ser muita.
- Vamos tirar isso daqui, se todos fizerem juntos conseguimos tirar e ver se é muito grave, pode ser algum vazamento, e se for, temos que arrumar isso antes que estoure o teto lá da sala. - Disse meu irmão.
É, eu e minha mãe pensávamos nisso, não sabíamos o que tinha debaixo daquele colchão, então, cada um pegou em uma parte da enorme cama, e arrastou o colchão para fora.
Ali embaixo havia como se fosse um enorme tanque, não tão fundo, mas não víamos nada, era escuro, mas parecia ter muita coisa se mexendo lá. Os cãezinhos ficaram na ponta de suas patas traseiras se apoiando com as dianteiras na tentativa de ver o que havia naquela água.
- Não tem luz, vocês procuraram alguma luz? Cara isso parece uma piscina, deve ser isso, essa casa é muito divertida. - Disse meu irmão olhando para o fundo do tanque. Junto com seus amigos. Todos sem reação, apenas olhando.
Reviramos o quarto atrás de algum sinal de luz dentro daquele tanque, atrás da porta havia alguns interruptores a serem apertados, e da terceira tentativa a luz se fez dentro daquela água, e pode se ver a coisa mais incrível e inesperada de todas.
Haviam peixes que nunca tinha visto, grandes, pequenos, nada de alga, pedras ou coisas assim, tinha um golfinho, de cara rosa e corpo verde, todos nadando em forma calma, como se acostumado a qualquer presença humana. Tinham peixes azuis turquesa que refletiam a luz, brilhavam, peixes que sorriam, sim, sorriam, era algo mágico.
Ficamos parados olhando aquilo, o golfinho colocava sua cabeça para fora, e o deixava ser tocado, como se fosse treinado.
Mas como não morrem? Ficam trancados ai, precisam respirar... Acho que todo mundo pensou como eu. Mas vimos que aquilo tudo não tinha explicação, era diferente, não conhecíamos espécies assim.
Passou-se algumas horas e a casa já estava cheia de amigos, meu irmão fez questão de chamar mais gente, e ali virou uma bagunça, e lhe deu a coragem de fazer o que muita gente queria fazer, entrar no tanque.
Estava sentada com algumas amigas na arquibancada que tinham três degraus, e estava vendo meu irmão nadar com os peixes, e o golfinho estranho, caia água para fora, e eu irritada da forma que os amigos resolveram brincar no tanque comecei a chamar atenção com o pedido de cuidado e de ordem.
Havia peixes enormes, com uma boca que engoliria um braço, mas eles não tinham nenhuma reação quando meu irmão nadou.
Tive que expulsar quase todos que estavam por lá, ali era minha casa e não um parque.
Quando minha mãe apareceu com um peixe estranho, que parecia estar morto, ao coloca-lo no tanque, ele nadou, mas de cabeça para baixo. Ela disse que havia peixes pela casa inteira, na fonte, em alguns banheiros, na sala.
Resolvemos descer ao porão, estava tudo escuto, mas havia uma enorme parede de vidro, fechando quase a parte toda debaixo da casa...
Puff ai acordei... acordei e não sei dizer o que aconteceu neste casa e não sei dizer o final dessa história. Mas que algum mistério isso tinha, ah sim, tinha muito mistério a ser contado... Esperem a continuação. "
Meu irmão havia saído, e encontrei com minha mãe dedicada no jardim, claro, já disse, não me lembro mais nada antes disso, a cena que vejo é apenas minha mãe com um chapéu pequeno, com pás e luvas, pronta para começar a arrumar o lindo jardim de enorme casa, o antes não importa, talvez não agora ou talvez não para esta história.
O jardim era repleto de árvores, e flores, não parecia abandonado, talvez cuidadosamente abandonado, mas não sem vida. Fui em direção a ela, ajudar, mas a visão que tive de minha mãe era clara e o Sol ajudava a ficar mais bonito. Fomos entrando no meio de flores e árvores, quando avistamos uma linda fonte. Creio que passamos um bom tempo nos cuidados das plantas.
A seguinte cena, já estávamos dentro da enorme casa, ainda não havíamos explorado, e aquele foi o momento, definitivamente não me lembro da sala com detalhes, muito menos da entrada da mansão, mas ela me parecia moderna, apenas o jardim antigo. Subimos a escadaria para começar o abrir de portas.
Sim, tudo aquilo era nosso, e lembro-me do suor em minhas mãos, e o bater rápido do coração, ansiando a surpresa que atrás daquelas portas esperava.
Abrimos a primeira e logo uma surpresa inesperada e linda, três filhotes de cachorro, um parecia de raça e que iria ficar imenso, outros dois vira-lata, apareceram abanando os rabos, com suas barrigas gordas e patas desengonçadas, morderam meus dedos e de jogavam em minhas mãos. Sim ficaremos com eles, pensamos, eu e minha mãe. Claro, uma casa daquele tamanho, caberia e daria alegria a nova vida. E assim seguiram como sombras, sempre animados, brincando entre eles, e nos seguindo no desbravar das portas fechadas.
Abrimos mais algumas portas e vimos muitos banheiros, pensamos em derrubar dois deles para fazer a casinha para aquelas bolinhas de rabo, precisavam de algum lugar perto de nós, foi quando abrimos mais uma porta.
Só me lembro em avistar uma cama relativamente grande, caberia talvez vinte pessoas deitadas nela, e sua lateral era plastificada. como uma caixa fofa, um tipo de estofamento impermeável. E um colchão grosso, havia travesseiros e alguns cobertores já preparados na cama.
Pra que uma cama desse tamanho... Pensei.
As duas cansada, resolvemos deitar nela, lógico, quem não testa colchão por ai. O quarto era enorme, desproporcional a casa, parecia que pegava quase a casa inteira, mas era apenas impressão. Havia muitas portas a serem abertas ainda. O teto era alto, e na lateral, havia uma pequena arquibancada.
Ficamos deitada com a barriga para cima, e vendo o quanto alto era o teto, e imaginando o que seria aquilo, o que um dia foi, quando escutamos barulho de água.
Olhamos ao redor, levantamos, e não vimos água, nenhuma torneira, nada, nada que pudesse fazer aquele barulho. Ficamos em silêncio, e o barulho parecia vir da cama, mas não era colchão d'água, nos aproximamos, e colocamos nossas orelhas próxima a cama, e sim o barulho vinha dela.
Procuramos botão, algum dispositivo de som, nada foi encontrado. Resolvemos então levantar o colchão...
Meu irmão havia chego, com uns amigos, inseparáveis dele, loucos para fazer o que eu e minha mãe começamos a fazer, chegaram abrindo portas, rindo. Eu e minha mãe estávamos paralisadas no quarto gigante, eu, ela e os três cães que não paravam de se morder e de brincar, eram muito pequenos para conseguirem subir em qualquer coisa. Escutamos o som das risadas e dos passos chegarem até o quarto onde estávamos, quando eles entraram.
- Ei, o que aconteceu que vocês estão ai paradas olhando para a cama? - Disse meu irmão, ainda sem perceber o tamanho de tudo dentro daquele quarto. - Caramba, olha essa cama que enorme, é isso que vocês estão impressionadas? Olhem isso gente, dá pra fazer lutinha aqui.
Os amigos riram, mas olharam para nosso rosto, e nossa expressão não mudara em nenhum momento.
- Não suba ai para fazer lutinha, primeiro olha embaixo do colchão. - Disse minha mãe ainda sem entender o que havia debaixo daquilo.
Meu irmão revirou os olhos, como se chamasse minha mãe de maluca, mas levantou o colchão, que era bem pesado, e viu.
Viu algo brilhar como água, não conseguiu levantar muito, na verdade nem eu e minha mãe, só vimos que lá embaixo havia água, e parecia ser muita.
- Vamos tirar isso daqui, se todos fizerem juntos conseguimos tirar e ver se é muito grave, pode ser algum vazamento, e se for, temos que arrumar isso antes que estoure o teto lá da sala. - Disse meu irmão.
É, eu e minha mãe pensávamos nisso, não sabíamos o que tinha debaixo daquele colchão, então, cada um pegou em uma parte da enorme cama, e arrastou o colchão para fora.
Ali embaixo havia como se fosse um enorme tanque, não tão fundo, mas não víamos nada, era escuro, mas parecia ter muita coisa se mexendo lá. Os cãezinhos ficaram na ponta de suas patas traseiras se apoiando com as dianteiras na tentativa de ver o que havia naquela água.
- Não tem luz, vocês procuraram alguma luz? Cara isso parece uma piscina, deve ser isso, essa casa é muito divertida. - Disse meu irmão olhando para o fundo do tanque. Junto com seus amigos. Todos sem reação, apenas olhando.
Reviramos o quarto atrás de algum sinal de luz dentro daquele tanque, atrás da porta havia alguns interruptores a serem apertados, e da terceira tentativa a luz se fez dentro daquela água, e pode se ver a coisa mais incrível e inesperada de todas.
Haviam peixes que nunca tinha visto, grandes, pequenos, nada de alga, pedras ou coisas assim, tinha um golfinho, de cara rosa e corpo verde, todos nadando em forma calma, como se acostumado a qualquer presença humana. Tinham peixes azuis turquesa que refletiam a luz, brilhavam, peixes que sorriam, sim, sorriam, era algo mágico.
Ficamos parados olhando aquilo, o golfinho colocava sua cabeça para fora, e o deixava ser tocado, como se fosse treinado.
Mas como não morrem? Ficam trancados ai, precisam respirar... Acho que todo mundo pensou como eu. Mas vimos que aquilo tudo não tinha explicação, era diferente, não conhecíamos espécies assim.
Passou-se algumas horas e a casa já estava cheia de amigos, meu irmão fez questão de chamar mais gente, e ali virou uma bagunça, e lhe deu a coragem de fazer o que muita gente queria fazer, entrar no tanque.
Estava sentada com algumas amigas na arquibancada que tinham três degraus, e estava vendo meu irmão nadar com os peixes, e o golfinho estranho, caia água para fora, e eu irritada da forma que os amigos resolveram brincar no tanque comecei a chamar atenção com o pedido de cuidado e de ordem.
Havia peixes enormes, com uma boca que engoliria um braço, mas eles não tinham nenhuma reação quando meu irmão nadou.
Tive que expulsar quase todos que estavam por lá, ali era minha casa e não um parque.
Quando minha mãe apareceu com um peixe estranho, que parecia estar morto, ao coloca-lo no tanque, ele nadou, mas de cabeça para baixo. Ela disse que havia peixes pela casa inteira, na fonte, em alguns banheiros, na sala.
Resolvemos descer ao porão, estava tudo escuto, mas havia uma enorme parede de vidro, fechando quase a parte toda debaixo da casa...
Puff ai acordei... acordei e não sei dizer o que aconteceu neste casa e não sei dizer o final dessa história. Mas que algum mistério isso tinha, ah sim, tinha muito mistério a ser contado... Esperem a continuação. "
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