Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Estado de espirito.

" Perceberam que hoje o dia esta bonito?
É eu sei, eu também não ando reparando muito nisso, não dá tempo...
Mas que loucura não, não dá tempo de só fechar os olhos por segundos e sentir o vento bater diferente no rosto...Não dá tempo e perceber o cheiro das flores e plantas. É dá muito tempo de fazer isso, mas tem dias que não reparamos por apenas não querer reparar, ou por estar tão dentro do nosso mundo perdido sem cheiro, sem percepção ao redor, sem muito saber que dia estamos.
Mas hoje, como em alguns dias, eu senti o dia bonito. Sem coisas especiais me acontecendo, nada me aconteceu hoje, acho que foi um dos motivos que me fez reparar nisso, hoje nada me aconteceu.
Aconteceu casos corriqueiros, do dia em geral, e se aconteceu alguma coisa nesse mundo, isso não conseguiu me atingir, não hoje. Hoje sinto tudo diferente, e não quero parar de me sentir assim, não hoje.
Aqui estou, sentada em minha janela, escutando os passarinhos junto com o som de carros e ônibus, mas eu ainda escuto mais os passarinhos e o digitar no teclado. A rua esta interessantemente vazia, não, não estamos em um feriado, é apenas e simples um dia normal.
E me parece que o cheiro vem da orla da praia, e a água da torneira esta lindamente refrescante e um pouco mais quente que em qualquer época do ano. Se eu fechasse os olhos, eu poderia imaginar que eu estava a beira-mar, e que alguns passos de mim haveria um mar enorme, com seu som de vai e vem das águas quando encontram a areia. Esse som me lembra também o borbulhar de um refrigerante, a espuminha da cerveja quando chupamos ela pra dentro quando transborda do copo.
Olha só, já sai da minha janela em plena cidade 24hs, e fui parar a poucos metros do mar. O vento com esse cheiro ainda bate aqui, e até agora não choveu, entre tantos dias que me vi embaixo só de chuva, apesar do calor, hoje, especialmente hoje, o dia foi limpo e bonito. Como se abrisse uma pausa na agenda, um feriado das chuvas. Talvez seja por isso que a rua esta vazia. (Pelo menos a minha).
Agora olhei para frente, e vi meu pequeno jardim florido, sim ele esta florido, temos da cor laranja, rosa, vermelha, amarela e branca, e quem diria, as flores durando mais de um mês comigo, realmente, isso me fez ficar feliz também.
Confesso, hoje, acho que qualquer coisa me deixa feliz, porque creio que hoje é aqueles dias que o espirito esta feliz, e é raro nesse mundo, então vou aproveitar com ele esse momento.
Talvez se ele gostar da minha companhia, eu possa repetir mais vezes."

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mentira e verdade.

" Quantas mentiras já escutamos na vida?
Será que alguém já contabilizou esse fato corriqueiro. Creio que perderíamos as contas em um só dia.
A começar na infância, Papai Noel, coelho da páscoa, fada do dente, se ficar entortando o olho um anjo assopra e você ficará assim para sempre, se comer as semente de fruta nasce uma na barriga, e os bebês vem da cegonha ou do repolho... E por ai vai.
As mentiras nos acompanham na adolescência, quando a mentira transforma em aliada para certas ocasiões como notas ou por onde andamos sem nossos pais saberem.
Mas na fase adulta a mentira vem junto com a maldade, ela serve mais para machucar do que para proteger. Camuflam sentimentos, fazem pessoas acreditarem, fiel em tudo, e depois como um punhal afiado, corta o peito e desaba tudo. Ela nos transforma rapidamente em a pessoa mais legal do mundo, mas quando ela acaba, ah sim, quando a mentira vai embora... tudo que acreditamos um dia não existe mais.
Suportamos por anos a descoberta dos nossos personagens de infância serem fictícios, mas quando uma pessoa de carne e osso se torna fictícia o nosso mundo desaba, nos fazendo acreditar menos nas palavras.
Talvez venha dai a frase de que "fazer é melhor do que falar." Pelo menos fazendo, temos a certeza que aquilo existe.
Omissão também é considerado mentira, quando se tira o direito que uma pessoa tem em saber a verdade, e porque a verdade incomoda tanto?
Se as pessoas aprendessem que falar a verdade dói menos, falando em um período de tempo, mentiríamos menos, e assim deixaríamos livre a vontade de permanecer e perdoar.
Mentiras acorrentam, machucam, escurecem... e sim, a verdade realmente liberta.
Não digo que nunca menti, também não digo que nunca omiti, mas digo que depois de tanta dor e de tantas marcas que algumas mentiras fizeram em minha vida, agora procuro sempre me permitir na verdade."

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A culpa é das estrelas e da falta de amor verdadeiro.

" Um belo dia estava na internet (como quase todos os dias) e vi um site que listava os livros que iriam mudar minha vida ao ler, era uma lista grande e muitos não tinham mais em nenhuma livraria, mas constava um que a capa era fácil de se lembrar, embora eu faça lista de livros para comprar, assim não esqueço dos nomes quando me deparo com uma livraria e dinheiro no bolso. Bom, voltando ao livro de capa fácil de lembrar... Eu no dia do meu aniversário, exatamente no dia, enquanto andava com minhas duas melhores amigas no shopping, resolvi passar na livraria, fazia tempo que eu não comprava um livro, e logo na vitrine me deparei com a capa que eu lembrava.
Acho que entrei correndo, procurando nas prateleiras e pilhas de livros, até encontrar logo próximo ao caixa o livro azul com nuvens. O título: A culpa é das estrelas. De John Green.
O mesmo autor que me fez chorar em "A menina que roubava livros." Onde ele trata da morte de uma forma diferente, a morte é amiga e sempre esta do nosso lado. E não foi muito diferente este livro que acabei comprando, ele também trata da morte, mas confesso que foi mais bonito e menos dolorido que o primeiro que li dele.
Na capa, os dizeres escritos com letras como se fosse rabiscada em giz, dizia que eu iria rir e chorar, mas iria querer mais. Logico, no começo quando eu não havia ligado o autor a suas obras, eu achei meio pretensioso da parte dele dizer isso logo na capa de um livro, mas depois que descobri que se tratava do mesmo autor do outro livro, eu realmente acreditei que seria bem possível tudo isso que havia escrito na capa.
Mas o alerta de que eu choraria me fez demorar um pouco em abrir a primeira página, estava passando por um momento delicado na vida, onde o meu psicológico era o problema, e eu teria que tomar muito cuidado para não cair em uma depressão maior que eu estava. É... mas eu sempre disse que é o livro que te escolhe na hora certa, acho que por isso nunca errei a compra de um, eles sempre vieram em boa hora, me ajudando em muitas coisas, principalmente meu estado mental. E foi assim logo na primeira página que o livro me arrancou lágrimas, quando li : "Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte."  Cara, era genial, o livro falou comigo em apenas cinco linhas, me ganhou ao ler as primeiras palavras, e me arrancou lágrimas, me fazendo perceber que eu me encontrava na cama, pensando na morte quando resolvi abrir o livro e ler.
Não, não que eu estava pensando em me matar, mas estava pensando em como seria ir embora e deixar tudo para trás, deixar tudo que eu gostava e de certa forma pensar em quem sentiria minha falta, verdadeiramente falando.
Comecei a devorar as páginas, quando percebi, logo no início que o livro contava uma história que pouca, ou quase nenhuma pessoa havia contado antes. A história de um amor nascido em uma roda de tratamento psicológico para pessoas "quase" terminais com câncer, uma história de duas pessoas que aprenderam a conviver, mesmo que pouco, com seus respectivos câncer, em faze quase terminal, e sim eles eram apenas jovens, no encontro do primeiro amor.
Não, não quero estragar o livro para você que ficou curioso em ler. Eu só quero dizer o quanto aquele site que me assegurou que aquela lista de livros iria mudar a minha vida, estava certo. Esse livro mudou a minha vida, e será um livro que guardarei para ler aos meus filhos, se um dia tive-los, mesmo o autor dizendo que a história é totalmente ficção, eu vi verdade nela. E como diz Hemingway, uma história que tenha passe verdade é uma boa história. (Hemingway foi uma autor histórico e super reconhecido, americano.)
Nessa minha leitura, eu realmente fiz tudo que a capa me dizia, eu chorei e ri muito, os personagens são ótimos, e como o autor lida com a morte é o que mais me fascina, nunca ela é ruim nos livros dele, e sinceramente, opinião de quem escreve no momento, ela (a morte) fica até bonita.
Mas não foi só isso que me chamou atenção neste livro, e não foi só isso que me fez ter a intenção de lê-lo aos meus filhos, o que me fez sentir isso, foi a forma de mostrar o quanto estamos errando no nosso amor entregue as pessoas a nossa volta, o quanto perder alguém, literalmente falando muda toda a forma de mostrar o quanto nós nos importamos, e o quanto é importante para nós, em um simples gesto, mesmo, um simples gesto de uma foto, ou um dizer, que pode fazer a pessoa se sentir bem, mesmo sabendo que não esta. Não, não é ilusão entregue as pessoas, é o verdadeiro sentimento de importância, porque depois, não terá mais nada que você possa fazer para ter de volta todos os momentos e palavras que você gostaria de ter entregue a qualquer pessoa.
Para os homens principalmente, imaginam que  livro se trata apenas para meninas, bobas, adolescentes que pensam em um amor eterno e que o seu primeiro namorado será o homem da sua vida, e que se trata de mais uma baboseira de amor e morte. Ou também sei, por conhecer pessoas que pensam assim, que ao imaginar do que se trata o livro, vão pensar que é perda de tempo ler algo que te faz chorar, ou algo que fale de amor e doença. É, pois é, eu pensei nisso nas primeiras páginas que estava lendo, até me dar conta de que eu pensava assim, porque não sabemos amar direito, não sabemos exatamente o que significa a palavra amor, desaprendemos o que ela significa, e creio que há poucas pessoas exercendo o correto do significado dela. E uma dessas pessoas mesmo fictícia é o personagem de Augustus Waters e de Hazel Grace. Talvez Isaac também, que descobriu a outra versão de amor, a dor.
Bom,  foi isso que o livro me passou em 286 páginas, com um texto limpo, moderno, falas claras e engraçadas, de personagens que contam tudo de forma natural que te faz sorrir e dar algumas risadas alta, como eu dei, e claro, te faz chorar, porque além de ser ficção como já havia escrito antes, ele se torna ao mesmo tempo tão real que te faz realmente pensar na forma que amamos e na forma que desperdiçamos nosso tempo em amar o errado e amar errado.
Leiam porque vale a pena!"

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ei... aqui.

" Vou tentar parar de me explicar, e fazer como deve ser feito.
Impressionar... eu tentei, de todas as formas e jeitos, tropecei e acabei caindo por enumeras vezes, mas mesmo assim nunca deixei de tentar.
Sofri, como todos, não tenho nada de especial que outros não poderiam ter passado, mas o que fazer se as coisas ficaram aqui na minha cabeça.
Ah quantas e quantas vezes, usei, "eu to aqui" em uma forma ridícula e desnecessária aqueles que não mereciam, eu continuei invisível.
Mas eu estou aqui, e continuo aqui, tentar concertar meus erros, e fazendo tudo voltar como antes, mas pra quem? Para meu espelho que cansou de ver todas as feições que eu tenho? Ou para alguém que congelou e não consegue mais voltar a forma antiga, aquela, com movimento e doçura.
Foi com breve palavras, e pensamentos duros e secos, sem tanto amor, e nem um pouco com pitadas de ódio, que eu venho desabafar.
As mudanças feitas, as jornadas preste a começar, e eu só sigo porque em tudo eu tenho que mudar, mas se você não reparou... ainda estou aqui!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Versos e inverso.

" Era ela, foi ela, é com ela.
Depois passou a ser com ele, ele foi, ele é.
Aquele que aparece,
e que some.
É aquele que te segue,
que te vê.
Um dia foi ela,
um dia ela se foi.
E quem ficou foi ele,
dele que não ficou.
Dele se partiu, dele se colou.
Foi na primeira vez,
foi em tantas vezes.
Que se dividiu em dois.
Um dia ela disse que amava,
no outro ele disse que era feliz.
Quando foi aberto os olhos,
não se viram mais ali.
Só sabiam que sorrindo,
os dois colariam novamente,
os medos passavam,
e o amor ganhava.
De todo mal que pediram,
em todo mal que viram,
nas diferenças de vida,
no olhar perdido.
Se viam colados juntos,
e vazio quando separados.
A vida seguiu o rumo,
mas o pedaços...
misturados.

27(menos)1986

Sim, o título é esse, porque não quero fazer uma retrospectiva da minha vida, afinal, ela já passou né, e não há nada que possa mudar o que já se enterrou ou o que o vento fez questão de levar.
Hoje é o primeiro dia dos meus 27, e o que eu esperava dele, na verdade um pouco mais, sendo bem sincera, não só um pouco, mas sim, muito mais do que estou hoje.
O fato é que no dia em que completei 27 anos, no caso, ontem, me ocorreu um momento de reflexão, e o momento inevitável de encarar meu rosto em um espelho.
Lembro-me que era assim que eu encarava a realidade, e tomava minhas decisões, era olhando para meu reflexo, vendo o que meus olhos me diziam, e a cada pensamento, a reação do meu rosto. É, e foi essa loucura que aconteceu comigo ontem. Loucura esquizofrênica, de falar sozinha, e se prometer coisas, mas se é assim que tomo minhas decisões, não vou parar por me acharem maluca ou coisa parecida. Esse é meu momento, e ninguém me tira dele.
As metas foram traçadas, e delas se abriram outros novos caminhos, e outras preocupações. E chegou a hora de mais um desafio. E dos grandes. Desafio esse que será mudar a minha vida em outra direção.
Não, eu não vou me matar, nem "viver loucamente", ah não se preocupe, eu não irei fazer nada para o mal, mas desculpe as mudanças não favorecer e até espantar.
Creio que finalmente aprendi o que é amor próprio, sabe, aquele amor que deixa para segundo plano qualquer outro tipo de sentimento de outras partes. Pode ser confundido também com a palavra egoísmo, pensar em mim e ir pra frente, e quem não me acompanhar, roda.
Levar a vida mais leve, sem me prender em horário, em preocupações alheias, só me entregar em problemas que realmente precisar da minha exclusiva atenção.
Fechar os olhos, e seja o que Deus quiser, Maomé, ou sei lá que tipo de Deus temos e nos escuta. Não quero parar, e além de tudo, não quero derramara lágrimas que não forem com filmes, livros e dias de tpm escrevendo textos e comendo chocolate. Eu sei fazer rir, e adoro rir, tanto quanto de chorar, talvez um equilíbrio para causar um jogo divertido para meus picos de criação e meditação.
Está ai, meditação, todos os dias, fazer o meu centro de concentração, fazer merecer meus momentos de pensamento, porque ele pode ser ocupado com mais coisas interessante.
E pensar que, quem vai ter um peso na consciência de coisas erradas e quem faz, e se caso for vítima de alguma coisa parecida, sempre me lembrar que não foi a primeira, mas bastará a primeira para começar de novo.
Me dei conta que eu gosto de pessoas, e gosto de estar ao lado delas, e a noite, eu gosto de deitar e ler um livro, ou ver um filme. Ah isso é bom. A planilha das novas regras vão começar a ser escritas, e Adeus muita coisa.
É como modificar o armário, deixar peças que gostamos e retirar a que não usamos mais, para um novo espaço de mudanças. Vou ser a mesma mas com prioridades e metas diferentes.
A lista é como a de final de ano, mas como não acredito em promessas e muito menos em fim de ano, então não prometo, não quero prometer, eu só quero mudar. Mudar de mundo, mudar de vida!