Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

domingo, 26 de maio de 2013

Fique bem...

" Alguém me disse para ficar bem.
Eu só pude imaginar a voz...não sei qual o rosto que tem. Mas eu fiquei bem.
Enquanto conversamos, sem saber qual seria o timbre da voz.
Eu na janela, imaginando onde estaria.
Fechei os olhos para me confortar, não vendo ao redor, posso imaginar qualquer coisa e em qualquer lugar.
O destino longe, longe que sinto o gosto de nunca se juntar. Faz passar o tempo essa imaginação. O problema de se imaginar, é que não saímos do lugar em devaneios, ao abrir os olhos, estou parada, no mesmo lugar onde comecei.
Quando vai acabar? E ter o que realmente importa. 
Tinha formas de não enlouquecer... todas as formas sumiram, e eu enlouqueço. 
Não me tire do presidio dessas paredes, sem me falar para onde vou.
Vejo o dia mudar de cor, na mesma posição. 
E as mãos... o quente... o tom de pele.
Alguém me disse para ficar bem...
Me disse para ficar bem...
Ficar bem..."

quinta-feira, 23 de maio de 2013

No céu cinza cor de gelo.

" O céu era de um cinza de gelo, no fundo cinza escuro e mais perto se tornava mais próximo do branco.
A garota na cama observava, mas não sabia se o céu estava sem nuvens ou se as nuvens tomará conta de todo o céu que lá estava, prestes a receber a chuva.
Pingou, na verdade ela viu da janela, o chão molhar, levemente, quase em um brilho uniforme sem escorrer, apenas reluzir com a pouca luz do dia.
Ela se cobriu, e ficou olhando, para aquele imenso manto branco que dominava toda a sua janela.
Sentiu o vento gelado do dia bater no que sobrou do seu rosto não coberto pelas diversas mantas que a esquentava. E lembrou de um dia parecido no começo do ano.
Mas ao acordar e fitar a janela, ao invés de estar levemente gotejando, estavam a cair flocos de neve, branca como o céu de hoje, e lotava o chão, quase sem ver o que se pisava. E a janela tomada pela cortina laranja e branca. A cama era maior, e não era preciso muitas mantas, havia aquecedores para salvar daquele dia gelado que se iniciava.
Ah, não...não era igual a hoje. Ela sentia vontade de sair da cama, ela sentia vontade de andar na rua, mesmo sem rumo e sem companhia, ela sentia vontade de respirar aquele ar frio, de cortar-lhe por dentro. Hoje ela permanecia deitada, ela permanecia só a observar a janela, acima de sua cabeça.
Lembrou-se das escolhas das roupas, e a quantidade que vestia, uma em cima da outra, camadas e camadas de tecidos, e a bota acima de duas meias. Tudo isso para brincar de andar na neve.
Andava em direção do inesperado, a caminho do metro, com um mapa na mão, uma bolsa lateral, que continha seu guarda-chuva, seu dinheiro, o celular, uma câmera e a chave de casa. Nada mais. E se lembra de todos os dias mais frios, que aqueles flocos de neve despencavam, ela saia com um sorriso no rosto. Saia sem tirar a neve que fincava no bico dos sapatos e em seus ombros no casaco preto de gola alta.
Hoje ela ainda lembrava de tudo ali, deitada, sem vontade, na verdade sem qualquer tipo de esperança de que as coisas ali iriam mudar. E realmente esta difícil para ela que as coisas mudem. Quando mudam, ela tem a sensação de que estão indo para pior. Ela se lembrava ser mais feliz ali, nos flocos de neve, e sem muito dinheiro.
Olhando pela janela, esqueceu-se de comer. Mas se lembrou da taça de vinho no restaurante acima da rua em que morava, e os milhares de croquet que consumia. E fazia questão de comer ao lado de fora, para não perder nenhuma vista, nenhum detalhe. Mesmo não gostando de comer sozinha, ali, parecia que não estava, e se estava em algum momento, logo respirava fundo e olhava com detalhes qualquer movimento pela rua.
Chamava mais atenção por estar ali sozinha.
Na cama, ou até mesmo na rua, hoje, e esses dias que se passam sem ter neve, ela não chama qualquer tipo de atenção. E sente também não fazer muita diferença.
Pensou ela, o porque teria que ficar aqui, obrigava-se a ficar aqui para que? Se não teria importância estar.
Ela sabe que lá ela faz falta. Sabe que quando embarcou naquele dia, que nevou, fez sol e choveu, ela deixou metade do coração naquela sala de embarque, naquela estrada, e na última foto que tens da estrada ensolarada rumo a sua despedida.
Estava amarelado o dia, mas havia feito muito frio, e até havia caído gelo do céu, gelo redondo, minúsculas bolinhas, e isso fez com que ela torcesse que fechasse o aeroporto, mas não, logo saiu o sol. Ela tinha que ir.
Se destinou novamente a se jogar na cama, que se passaram meses nela. Sem muito ânimo, sem muita vontade. Não que ela não buscasse a mudança, é que os dias que a mudança não vêm é mais um dia de desânimo.
Para ela, aqui é no piloto automático, o que se tem que fazer, e os dias arrastados. A mesmice da paisagem, e as decepções de que ela já conhece. As mesmas histórias, e as mesmas desculpas.
Lá teria a desculpa de estar longe, e todas as desculpas e decepções pareciam mais sinceras quando ela não estava presente para sentir que eram mentiras.
O céu o dia todo não mudou de cor, até escurecer e ser tomado por um cinza chumbo, até se entregar ao preto por completo. Sem sinal de estrelas, foi o que ela pensou, as nuvens tinham tomado conta por completo do céu hoje, e não eram nuvens de verão. Já eram nuvens de outono. Daquelas que não sobra o pedaço do céu.
Ela se levantou, alimentou-se, banhou-se e voltou para observar o céu da noite.
E pensou... que falta faria para as flores que nascem lá na época de primavera. Pensou na metade do coração que faz falta e que a cada dia na mesmice dos dias de cinza gelo, afasta cada dia mais a chance de ir busca-lo."

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quanto vale a minha esperança?

" Quanto vale uma esperança?
Já parei para pensar nisso muitas vezes. Na verdade sei que ela vale muito, mas até quanto se deve pagar por uma.
Não... não digo em dinheiro, o papo aqui é outro, bem mais distante e bem mais sofrido que esse tal de dinheiro. Esperança muitas vezes, não se pode comprar com ele.
Ela depende apenas do seu destino, do caminho que a vida resolve tomar, ela se renova a cada passo, a cada dia. As vezes se perde, e nunca mais você a vê.
Diminui, cresce, muda, volta, e se vai.
Hoje perdi uma esperança, e ganhei uma nova. Esperança nova é a mais difícil, ansiamos por ela, é quase impossível de se alcançar, e dá preguiça de seguir atrás. A velha, aquela que se foi hoje, uma que carreguei a meses, sonhando, alimentando, pedindo que fosse a última a vigorar em meu peito, essa, dói quando se perde.
Não cabe a nós quando elas vão embora, e a substituição dela também.
Não confundam em pensar que perdi totalmente, não, não foi isso que disse, eu não vivo sem esperança, afinal é ela que move as conquistas desse mundo não é? Ela e a fé, fé em qualquer sentido e crença, ou até mesmo a sem crença, é que move a vontade de ver o dia seguinte.
A de hoje perdi em uma conversa de muita distancia, sem ao menos dar a ela a dignidade de partir olhando nos olhos, ela se foi bem pior do que chegou. Não demos a honra que ela merecia depois de tanto tempo nos acompanhando.
E como disse no começo, doeu ver sumir, virar uma lembrança, virar apenas recordação.
Será que vale tanto até de se tirar nossa saúde, nossa paz, ou até mesmo nos dar loucuras que depois viram arrependimentos... Será que vale acreditar tanto para depois ver ir embora assim, como hoje, sem qualquer tipo de importância, sem qualquer tipo de cerimônia ...
Vale ser meus sonhos não realizados, da forma que fica apenas em devaneios quando me mantenho acordada.
É esperança, você me custa caro, são poucos resultados para algo de peso e valor como você.
Se ao menos, uma vez, você não me abandonasse ou não mudasse de caminho...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Madrugada imaginária.

" Naquelas noites, que tentamos nos convencer que o sono esta disposto a deixar nossos vagos pensamentos descansar.
Você se entrega na cama, e permanece lá, virando, girando, tentando achar o sono perdido em alguma posição do travesseiro, ou um quentinho do cobertor. Mas ele não vem.
Quem não vem?
O sono. Quem mais... esta esperando alguém além do sono?
Esperando... ah espero todos os dias, na esperança de alguma novidade nos meus dias, e acho que a euforia de um dia ser diferente e surpreendente me faz perder o sono.
Olho para as paredes permanente branca, e a cortina que com uma brecha na janela, se movimenta com uma dança melancólica em plena madrugada.
Se me levanto para abrir a janela e observar a rua, nada acontece, essa rua é parada, ao contrário do movimento dos pensamentos existentes em minha mente da madrugada. Só reparo nas estrelas, isso se o céu não estiver repleto de nuvens. Nem me levanto da cama, se é para ver uma paisagem morta cheia de asfalto. Prefiro imaginar a paisagem em minha cabeça. Essa sim, me faz sentir até o vento fresco no rosto. Poderia até ser Sol, porque seria noite, se o sono me falta.
O silêncio, ele de certa forma é culpado, culpado da minha certa tristeza. Não gosto do silêncio, da falta de qualquer resposta, de qualquer som, silêncio para mim representa o vazio.
Ei... se eu falar com você, não me deixe falando sozinha. Se for apenas para dizer que não quer falar, diga. Não me deixe no silêncio, as vezes o som de um tapa na cara e melhor do que a falta de som que se prende em sua boca.
Pior que não posso culpar muito, as vezes me vejo nesse maldito silêncio, eu só quero ficar com o som de uma boa música.
E o quarto ainda permanece branco, a meia luz, amarelada de um abajur de canto, é apenas para as minhas leituras diárias. Ali sim minha fantasia voa. Não me tire isso. Minha única forma de inventar sem nenhuma culpa de estar imaginando errado.
Mais um desses dias, que você ocupou todas as horas dele, e no fim, se viu no desespero de dormir logo, para acabar com um dia de plena solidão. Porque amanhã não sei o que me espera. Mas é um novo dia.
Se passar mais alguns minutos com  os olhos abertos, começarei a pensar onde eu errei, a me colocar culpas que na verdade eu não mereça, imaginar o que esta acontecendo fora dessas paredes brancas, longe dessa cama.
A madrugada solitária tem dessas façanhas, de abrir um portal em todos os pensamentos de auto destruição mental, sem a possibilidade que resolva algo, afinal, não é hora para se resolver nada.
Apenas resolver a posição na cama em que dormirei essa noite.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Patriotismo.

" Nunca fui engajada nos assuntos políticos, sou daquelas pessoas que discutem problemas em pauta diária sobre as leis, naquelas pessoas que se preocupam com o lugar onde moro, não pela diferença ou dificuldade financeira, mas pela lei que seria a básica, a do "certo e errado". Contraditório eu sei, o que pode ser certo para mim não necessariamente será para o próximo, mas privo as leis básicas.
Creio não julgar quando o assunto é esse, política é algo complicado, é como torcer para times diferentes e acreditar que um dia eles serão os melhores do mundo. Mas gosto do debate, muitas vezes mudei de ideia sobre muita gente e opiniões, não fico presa a um princípio nunca, acho que temos que levar a vida sempre na atualização e na melhoria do conjunto, mesmo que isso signifique deixar pontos de vistas antigos para se abrir mentes para o novo.
Bom, vim escrever esse texto para todos que querem saber um pouco mais desse meu ponto de vista, e quem sabe se encaixar a tantos que existem parecidos e semelhantes. Por um simples fato. Meu país esta beirando a desgraça.
Terra dos sorrisos largos, gente afetuosa, Sol brilhante, terra fértil e alegria.
Mas muita coisa me deixa com vontade de abandonar o patriotismo e me aventurar em terras mais seguras, sinceramente sinto mais medo de andar nas ruas de São Paulo, do que atentados terroristas na Europa.
Sim, tudo começa com a educação, se lá tem atentado, mesmo que seja ruim, é por motivos religiosos, nunca são pessoas desinformadas ou sem estudo, aqui a guerra é contra o próprio povo, aqui a guerra é diária e apenas para ostentação. O poder de quem tem mais.
Se o cara não sabe nem um terço do que ele paga de imposto, as leis que tem a favor do próprio cidadão (que são poucas) mas existem, e se o cara passa a vida inteira trabalhando para sustentar o dele e do próximo, é claro minha gente, que é assim que os governantes te querem, pra fazer o que, a manipulação em massa, porque é a massa que vende voto.
Sim galera, desde que o mundo é mundo, você colhe o que você planta, e se não souber plantar aquilo um dia na natureza acaba, e ai? Vai aprender a plantar ou vai esperar dos céu algum milagre morrendo de fome.
O que me deixa mais triste, é aquela galera que ainda vive no passado, falando de ditadura, de que o militarismo foi massacrante para todos, cara, vivemos em outra época, isso já não existe mais, tanto que não existe que a imprensa tem tanta liberdade que balança bunda pelada nas telas da tv em horário que criança assiste. É hora de filtrar e atualizar nossas metas e objetivos para este país. Não reviver coisas do museu, se a galera quer ver o que foi a ditadura, que pra mim, não foi nada perto de uma Guerra Mundial, onde países conseguiram ser mais adiantados que nós, vão ao museu, pesquisem, mas não faça disso uma desculpa para colocar gente errada no governo.
Tirar coisa boa disso ninguém tira, como por exemplo, se alguém era assaltado em plena tarde em um farol na cidade, ou se alguém era morto a tiros por uma bolsa, ou queimada viva por ter apenas 30 reais na conta. Será que acontecia isso? Nessa época que a polícia fazia o seu trabalho. Não, os direitos humanos não existia.
Ta ai outro ponto que me deixa muito irritada por aqui. Os direitos humanos protege quem? na constituição esta o que escrito? Se for para defender bandido, deveria ser direitos não humanos. Ai agora vem o julgamento do massacre do Carandiru, Meu Deus, a quantos anos isso? e te garanto que o povo que estava lá matou mãe, filha ou filho, pai, de muita gente.
Ok, tem gente que vai falar, pô mas você só fala da galera de baixa renda. Eu sou a favor da lei para todos, o safado que você coloca ali no plenário também merece que sua mão seja cortada depois de um roubo de milhões nas contas do governo, e claro que veio do nosso bolso. Mas ai que esta, o cidadão que sofre com a diferença social, ao invés de assaltar ou de procurar seus direitos no congresso, vem e rouba um cidadão que trabalha por um salário mínimo, além de assaltante e assassino é burro, coloca voz no povo, se junta pra tirar os safados que roubam de você, não sou eu nem a pessoa que esta ali presa no transito que esta roubando seu dinheiro. São os safados de terno e gravata que você dá seu voto em troca de um misero "bolsa alguma coisa" pra depois quando ver que isso não adianta, ter que tomar providências e vale até tirar a vida de alguém por um teco de dinheiro.
Esse papo de que ele é viciado, ele não teve mãe, ele não estudou. Quantas pessoas de bem sofrem a mesma condição e estão ali, trabalhando, ralando, tentando mudar, e outros usam a desculpa para fazer o que aparecer de ruim.
Vicio, vamos falar do vicio agora, qualquer pessoa sabe o que isso causa, ninguém é obrigado a entrar em qualquer vicio, nem aquele que convive com pessoas que sejam, todos somos donos de si, ok, qualquer um tem. Para acabar com o problema, porque não se legaliza tudo, sim, dão em postos de saúde, fazem com que eles plantem e colham, faça casas especiais para que eles usem, e pronto, sem gente matando por droga. Pronto seria para um governo que funcionasse e que não desviasse tanto dinheiro pra merda.
Pra gastar em Copa do Mundo, para gastar em Corrida pela Cidade, para gastar com campanha de eleição, em viagens para parentes com o dinheiro público, em paraísos fiscais. Cade meu dinheiro?
Ai me dão bronca que eu falo bem de fora e meto o pau aqui, cara lá as coisas funcionam, até o cara que fica na rua, fica por opção, eles tem casas, um apto do governo, bem melhor, mas bem melhor mesmo, do que dão aqui, para pessoas desabrigadas.
Lá eles tiveram seus países devastados por bombas, guerras, aqui não tivemos nada parecido e parece estar tudo caindo aos pedaços, até quando? Um país lindo como esse, ser tratado como burro, como lixo. Somos burros perante ao Mundo, porque agimos como tal. Somos tratados como país que come merda e ainda da risada. Que orgulho.
E antes que falem, pra eu me mudar então, eu digo, aqui é meu país, e quero o melhor para ele. Não me venha dizer que aqui esta lindo em absoluto.
Agora para o assunto das prisões. Senhor, o papo dos "de menor", sou radical a esse assunto, acho que o criminoso deveria ser julgado independente da sua idade, apenas pelo crime cometido. Esse negócio de limite, ai vai para 16 anos, e os caras vão colocar meninos e meninas de 13, 14, 15 pra fazer merda, ai já viu como vai ser mais velho. Matou, não importa a idade, vai ficar lá o tempo de um assassino. Desde pequena, eu sei que matar é errado, que roubar é errado, e qualquer pessoa mesmo que não tenha mãe nem pai, sabe disso, qualquer pessoa escuta isso em qualquer lugar, não é desculpa para aqueles que não tem uma família dizer que não teve educação para saber se podia ou não. Isso é a lei que aprendemos não importa onde, nem quando, sabemos que é errado. E ai temos que ver meninos e meninas matando e sorrindo para a tv,achando bonito aparacer, porque amanhã ou depois, talvez uma semana, eles vão estar soltos cometendo crimes piores, e sorrindo novamente ao mesmo tempo que haverá famílias chorando.
Esta na hora de acordar, a coisa esta ficando feia, as vezes, desculpe o que vou dizer, mas torço para que este país passe por uma guerra, porque até bandidos vão lembrar que todos são iguais para protegerem seu país, iriamos valorizar nossa história e nossos pontos turísticos históricos que estão ai caindo aos pedaços, iriamos ser solidários de verdade, e saber dar valor a coisas mais sérias do que uma bunda de uma gostosa ou uma Copa do Mundo.
Com a dor, infelizmente é assim que esse país vai para frente.
É tão triste pensar assim, mas de outra forma, como esta agora, com esses absurdos, de todo mundo saber quem rouba nosso dinheiro, de gente matando por nada, pessoas armadas para tirar o seu, com as verdades que todo mundo sabe e ninguém faz nada. Realmente, penso naquela frase mais batida de todas mas que é a pura verdade. "Só se da valor quando se perde."
Ao meu país com carinho, e um apelo a aqueles que se dizem patriotas e vestem a camisa do Brasil apenas em jogos de futebol. Essa bandeira deveria ter mais valor do que um mero jogo."

terça-feira, 7 de maio de 2013

Papo reto com o Divino.

" E ai beleza? Faz tempo que eu não falo contigo. Ando aproveitando meu dia como ele aparece que me esqueço de falar com você.
É que andei cometendo uns erros ai, e em outros pontos precisava de sua ajuda divina. É, tudo bem, eu sei que não é assim, mas os itens que eu coloco na lista são sempre os mesmo, você poderia um dia nessa vida fazer funcionar um deles, e poupar a nós dois o trabalho de pedir e executar.
Andei espalhando minha felicidade novamente. Tá, ok, sei que eu não aprendo mesmo, sei que geralmente a inveja me acompanha, mas eu falei. Tenho esse problema da boca grande, de contar histórias, de me expressar ou até mesmo dizer tentando mostrar que existe os mesmos problemas para quase todos. Ah, sei lá, eu sou assim, mas estou com medo que por esse defeito meu, eu acabe perdendo o que de bom conheci, ou que novamente a inveja alheia jogue toda a carga pesada em cima de mim.
Bom, Divino, me proteja, prometo não ficar mais contando o que de bom acontece, apenas me expressando de forma aleatória, porque me desculpe, preciso me expressar.
Preciso daquela força, digamos, porreta, para me ajudar a não ter problemas de energia. É você sabe que aqui se acumula muita coisa. E também sei que mereço uma bronca por não procurar uma ajuda para tratar disso, mas tu sabe como sou, e será realmente que eu preciso ir para ter meus pedidos, um deles, realizados com sua ajuda ai.
Bom na lista continua aquilo que conversamos da outra vez, ainda não mudei de ideia. Não me faça mudar de ideia, ajuda, só alguns ai que você tem acumulado em 26 anos. Ok, claro que me ajudou muito, minha viagem não aconteceria sem sua ajuda, um emprego, tudo isso, que é muito, eu sei, você estava lá.
Mas acho que você perdeu a folha do coração no meio de algum bloco, é basicamente a mesma coisa, eu ainda quero acordar sorrindo e ver um outro sorriso, ou apenas uma cara de sono, eu quero cuidar e ser cuidada, quero ter minha família. To ficando velha Divino, você sabe, já passou a fase teste, não quero ficar nos altos e baixos, e se for para ficar, quero que seja acompanhada, quero que seja na segunda etapa da vida.
Não estou pedindo para casar de branco, talvez seja meu erro, sei lá, pelas regras só assim seria abençoada, mas poxa, já serve ter você no coração não é, quero apenas ser feliz e viver ao lado da mesma pessoa. Não sei o que aconteceu nesse mundo, mas eu não to gostando muito pra onde esta indo.
Era legal quando se tinha 15 anos, ficar com os garotinhos e não ligar muito, mas você sabe que mesmo naquela época eu queria ter alguém sem ser do jeito moderno. Agora olha lá, os anos passaram, as pessoas estão cada vez mais não ligando para o próximo, você sabe, não me venha com essa de que não é bem assim, é sim, você mais que ninguém sabe.
Estou perdendo as esperanças, sabe, to ai pedindo, e pedindo, mais do que pedi para o Papai Noel quando pequena.
Será que por eu ser tranquila eu acabe me dando mal, não que tenha sempre sido, mas agora aprendi tanta coisa, estou até orgulhosa de mim, escuto dizer que muitas e muitos não teriam a paciência que eu tenho.
Eu só quero ter meu canto, meu maridinho ali pra fazer um jantar gostoso, ver uma tv junto e aproveitar a vida leve e feliz, mesmo com os perrengues que sei ter, sei muito bem que não existe só vida boa, mas eu quero, quero muito. Pô Divino, ajuda ai vai, já faz tempo hein. Proteja e me ajude, é só um empurrãozinho, mas um direito, cansei dos que não presta, os caras já pisam na bola antes de qualquer coisa aconteça, ai fica difícil né, se pelo menos tivesse ai 10 anos de casado e escorregasse na banana, mas não, nem namora direito a galera já ta é enfiando o pé na jaca.
Como posso querer ter filhos com um cara desses, que já vai logo fazendo merda, o que eu vou falar pra uma criança... sei lá, ta tudo muito fácil hoje em dia, o que é que aconteceu ai em cima? corte de gastos com funcionários que tratavam dessa parte de sentimento? não tem ninguém mais cuidando disso ai, e sobra tudo pra você, se for assim entendo a sua falta de paciência com tudo isso, é realmente para perder as estribeiras com a situação aqui embaixo.
Bom acho que o papo foi bem reto dessa vez, e sei la, perdi o sono nessa madrugada, e estou aqui escrevendo pra ti as 5:00 hs da manhã. Dá créditos pra isso ok. E se der uma ajuda ai no assunto da proteção, fico agradecida.
Foi bom falar com você meu amigo, e precisando da minha ajuda com a galera daqui, só me avisar, dar um sinal que eu tento adivinhar.
Não esquece de mim não, rapidinho você me ajuda.
Boa noite ou bom dia, vai saber em que lugar você esta nesse momento.
Fui."

domingo, 5 de maio de 2013

Adivinhando o dia.


" Começa em uma noite quente, mas não aquele quente de te fazer derreter, apenas quente, com um apoio da leve brisa da noite, confortável, limpa.
A sim, eu estava nessa noite, estava respirando esse dia, e estava querendo aproveitar todo o momento que eu tinha para guardar de alguma forma.
Conversas, a sim, houve muitas conversas, risadas de doer a bochecha, troca de opiniões, ah claro, e a noite linda vista de cima, lá do alto, onde tudo, até nossos problemas parecem pertencer a uma maquete.
As horas, elas só começaram a existir quando os corpos já necessitavam um do outro, ai foi obvio o momento de se recolher e novamente se entregar da forma mais voraz e quente.
Temos liga, encaixe, olhares, e o que mais? A, não sei, talvez tenha aquilo. Aquilo por hoje, aquilo por amanhã, até quando... até quando for para ter, e agora esta sendo inevitável.
Tudo na naturalidade, natural somos, e natural temos que ser, e aqueles que permanecem aceitando o natural, é o que lhe fará melhor.
Carinho, quanto carinho, apenas de dormir, ou de acordar. Um de cobertor o outro sem, um apenas de pele, e outro de pano, e a mesma vontade de abrir os olhos e certificar que eu e ele estamos ali.
Se o dia esta bonito ou feio, se a fome fala mais alto, ou se a penas a vontade de não levantar da cama. Os nós de qualquer jeito se forma. Seja do corpo ou seja no lençol.
Prazo... tempo... perguntas... do porque estar... do porque fazer... Quer saber, lhe respondo - Não sei. ah não sei, me deixa acordar com um sorriso no rosto, e adivinhar como esta la fora ao abrir a janela escura, só me deixa abrir os olhos e ter quem abraçar. Me deixa perder o ar de rir, e acordar despenteada toda a vez, e mesmo assim escutar que sou linda. Ah, deixa as perguntas padrões pra lá, só me deixa aqui no meu cantinho e no dia inesperado. Quando acordo assim não me vem problemas na cabeça, simplesmente monto meu dia da forma com que ele me aparece. Lhe digo que esta sendo muito bom assim.
Sim, ainda acredito em uma história boa para contar, ainda acredito que as coisas não acontecem do nada, é posso ainda ser a pessoa mais idiota do mundo, mas acredito no destino, sem ser em forma romântica, ou qualquer coisa relacionada a isso, eu apenas acredito em caminhos que se cruzam, independente do roteiro.
Um começo bom para se contar, para se lembrar... Um boa história para chamar de minha."

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Elos

" Vamos falar de elos, aquelas coisas invisíveis que nos fazem permanecer ou nos separar de alguém, ou de algo, até mesmo de alguma postura.
Elos, aqueles que quebramos por um tropeço, por palavras existentes em horas erradas, por atos indiferentes ou até mesmo pensados, de qualquer forma, apenas com a consciência que o limite chegou, e aquilo deverá ser terminado, acabado, desfeito.
Eu deixei uns para trás, uns me fizeram falta, falta momentânea, outras a longo prazo, mas fizeram. Outros nem lembro quais foram os motivos que construí, e quais as lições que levei com eles durante a permanecia na minha vida. Apenas estive, acho que por falta do que fazer, ou por testes da vida.
Como algo invisível pode ser tão forte e mudar nossas vidas, porque algo desse tipo vem e forma nossas metas, e quando temos que abandonar dói tanto. Claro me refiro a aqueles que realmente fizeram a diferença.
A elos que eu só os teria para equilibrar o pé bambo da mesa, se possível trocaria por um livro velho ou até mesmo uma lista telefônica.
Ai tenho que viver com a indiferença, a indiferença ensaiada, daquelas que se finge sabe? Daquelas feitas de proposito, casos de pessoas sem personalidade que não conseguem ser indiferentes porque realmente são, elas apenas se vestem de um personagem mal, que na verdade só me faz rir com tudo isso, e me faz perceber de como me faz falta para equilibrar o pé da mesa.
Elos, realmente essa palavra me faz lembrar pulseiras, quando se quebram não é possível concertar, elas não ficam mais firmes ao pulso, e logo se desprende caindo no chão e se perdendo totalmente no infinito.
Tentei por muito tempo concertar, fazer ficar ali, e aquelas então, aquelas que mais gostamos. Sim aquelas, são as mais difíceis quando quebram, essas é que dói esquecer.
Mas tem um motivo de aqui estar escrevendo sobre isso. O motivo é simples, na verdade é simples quando pensado na parte racional do nosso cérebro.
O que deixamos para trás, e o que queremos lembrar do que deixamos o infinito carregar. E o que eu quero lembrar é exatamente o me acrescenta e o que me ajuda a ser uma pessoa melhor.
Enquanto vivo no mundo de pessoas fantasia, ou de realidades paralelas de felicidade verso tristeza, eu lembro das coisas que um dia eu tive que abandonar, e o que o abandono significou para o meu crescimento, e neste abandono querer construir elos cada vez mais fortes para não serem perdidos.
E se um dia eu abandonei e não fui procurar os cacos por ai, é porque tenha certeza, de que não foi importante para o meu crescimento, eu só procuro o que realmente foi forte um dia para me ensinar alguma coisa nessa vida."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Castanhos expressivos.

" São os olhos castanhos. Não os azuis, verdes que me encantam. São os castanhos, tenho certeza.
Castanhos expressivos, daqueles que consigo ver qualquer desejo, qualquer palavra não dita, qualquer vontade, nessa janela profunda que são os olhos.
Ah sim, eu estava ali, estava ali sem saber o motivo, sem me preocupar, apenas querendo estar, querendo adormecer, querendo ver o dia clarear, e ao virar, me deparar aos olhos castanhos.
Não, realmente não sei onde esses olhos vão me levar, não sei onde o Mundo vai parar, eu só me prendo na esperança de um dia achar o par daqueles olhos que me levem a algum lugar, algum pequeno proposito, me levar dias que clareiam e dias que escurecem.
Quando se vem acompanhado com a pele, ela sim tem a culpa do sentidos, de todo que se mistura ao cheiro, ao toque, e onde meu rosto encosta para o desfecho final.
Nada de mistura sobre o "para sempre", é apenas sensações os dizeres do meu dia. O "para sempre" é o que buscamos no decorrer da vida, e que com ele venha a felicidade de encontrar tais olhos castanhos e tais peles que combinam.
Naquele dia incomum, dos que poderia ser nada, o que a vida tem de melhor são as pequenas surpresas que fazem o dia seguinte ter a mesma intensidade para que nos motivamos a acordar.
O meu "para sempre" começa e termina com o dia.
Os olhos que ainda repousam na memória são os mesmos que me fazem lembrar os motivos que me fizeram entregar as pequenas esperanças de um dia diferente.
E a pele... ah a pela, essa faz toda a diferença quando se acorda com a lembrança do seu perfume no corpo.