Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Presente

" Poderia ter nascido com outra necessidade, outra visão, que não seja achar o amor em tudo.
Não me daria tanta confusão, tantas lágimas, tantas risadas, tantos problemas, e tantas memórias.
Mas o que restaria da minha vida sem sentir tudo isso, apenas nascer, crescer, envelhecer e morrer? Embora seja confusa e as vezes inexplicável, gosto dessa variedade que a vida me oferece, a variedade de caminhos que eu posso seguir. As vezes não em abundância mesmo porque só me confundiria mais, mas ela reserva sempre boas experiências de ensinamento.
E foi assim que eu acordei hoje. Com esse pensamento, mesmo as vezes não sabendo como reagir, e se é o certo fazer. São coisas que nossos pais não nos ensinam e sim a vida, e com ela se encaixando a sua forma de pensar sobre aquela situação.
Tenho tantos defeito, e alguns apenas por não saber o que fazer. Ai sempre o tropeço, sempre a reação errada, ou até mesmo uma ação errada.
Mas como sábias palavras chegaram até a minha pessoa, dizendo que o que existe é sempre o agora, e o futuro não existe, é apenas fantasia. Sim, agora permaneço sempre no presente.
Sem promessas, sem fantasiar, mesmo que seja sozinha na cama, apenas imaginando minha vida depois de amanhã. Não farei isso, só pensarei que hoje foi bom, e desejar que amanhã seja o melhor para mim, e não me lamentar antes de algo ruim acontecer, porque é a vida.
Tantos caminhos existem em meu presente, mas apenas um deles viram principal em cada dia. E aquele que me levar para mais longe ganha exclusividade."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Coração X Razão.

"Muitas vezes erramos, pensamos nos sentido errado... Tentamos achar respostas em sinais que as vezes são apenas fato corriqueiro da vida.
Tinha que decidir, entre declarações, promessas, sonhos e muito mais. E tentava ver apenas se alguma força maior estaria me mandando sinais, que neles eu escolheria meu caminho.
Simplesmente as coisas são do jeito que são. Não existe sinais, como não existem promessas sem atos.
Disse que mudaria, e sim, mudei. Posso ter chorado um dia, coisas que demoravam semanas as vezes para se curar. Agora logo a razão vem. Vem de forma dura com meus pensamentos, minha conduta, meus objetivos e meus sonhos.
Tudo passa a ser outro. Mas qual a razão a se escolher.
Parece ser sempre um sonho meu passado. Poucas coisas realizadas, poucas concretas.
Sim, eu quis mudar, começou tudo com esse ano. E muitas coisas sinto que apenas ficaram para serem lembradas. Um dia a saudade passa, e o que ficam são apenas histórias a serem contadas ou talvez pensadas quando a cabeça deita sobre o travesseiro, ou enquanto rodo dirigindo o carro.
Sai de um jeito e voltei de outro, as vezes irreconhecível ate para mim, tem dias que eu não me reconheço mais.
Agora acredito no que me falavam, que com a idade os pensamentos mudam, talvez não meus ideais, esses continuam sempre sendo os mesmos, mas o pensamento de seguimento de vida.
Acreditei piamente que iria dar certo, mais uma vez algo de filme daqueles com o bendito final feliz. Pensei eu, ninguém sabe que o final foi feliz... Alguém filmou ou pensou no depois do final feliz. Porque tem que começar uma droga para todo o final dar tudo certo. Essa é a forma de se acabar todas as histórias. As minhas teimam em começar lindas, com esperança, amor incondicional, promessas, sorrisos, beijos, amizade, histórias de Era uma Vez. E termina tudo uma catástrofe, sem final feliz, sem querer lembrar do assunto, precisando escrever e escrever para ver se coloco os últimos pontos para fora. Ai chegamos no ponto da mudança, é esse o final que eu quero mudar, eu cansei de terminar tudo infeliz. Eu preciso terminar algo um dia na vida, sorrindo, satisfeita, para me lembrar e querer lembrar sempre desse momento.
Mas se não é capaz de ser assim, eu agora prefiro antes para piorar menos, sofrer menos, chorar menos, ter menos medo.
Tenho dois caminhos a seguir, e com essas mudanças, minha razão manda. E se é para sofrer menos e chorar menos, eu escolho agora minha razão."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Somente um dia ruim.

" Será que nunca pode manter o equilíbrio das coisas?
Será que quando esta estabilizando um lado, o outro sempre desmorona?
Ah nem vem azar, eu disse que 2013 seria o ano da minha mudança, das coisas mais calmas, da Érika mais adulta, do amor verdadeiro, e das promessas cumpridas.
E eu hoje estou no segundo copo de vodka. Não porque meu dia mereceu, mas porque eu precisei, como os copos de wisky em dias difíceis. O meu hoje é vodka, puro, sem nada. apenas um gole e foi.
Mais uma vez na folha em branco precisando de um amigo nessas horas, aqui estou eu, no meu amigo mais que fiel, as palavras.
O que tem de errado com as minhas escolhas, quando escolho parece que tudo anda certo até no pique máximo da alegria, despenca totalmente me deixando apenas uma corda por um fio para segurar.
Mas já disse, não esse ano. Eu não quero, eu não posso, é questão de honra e princípios. Agora eu estou tentando ser forte, poderiam colaborar.
Quando digo poderiam é para este destino ou sei lá como se chama, tempo, vida, não sei o que chamar, mas essa força que sempre me faz chorar, e não por ser errada, por ser desleal, nem mesmo mentir. É apenas a vontade soberana dele de me fazer derramar lágrimas que em dias, estava segura que não derramaria.
Minha fé, minha força, parece sempre perder para essa força.
A querida Érika, não sei o que você fez de tão ruim, ou o que não fez.. o que não disse, ou disse na hora errada.
É sempre acreditar, sempre construir histórias, fantasias, palavras... construir só para mim, e esquecer que existe tudo em volta para se preocupar. Existe tanta gente contra, poucas a favor, tanta gente sem sentido e poucas que fazem todo o sentido.
Era apenas um sonho, uma história com final feliz, para contar aos netos, amigos, família. Dizer que por mais burra que eu fosse, teimosa, chata, e todos os etc... eu havia conseguido, por méritos apenas meu, apenas do que eu sempre acreditei. Que no fim das contas o amor era maior, maior que tudo, maior que o maldito dinheiro, que a maldita aparência, que a droga do corpo vendido. Que amor seria apenas amor, o querer sempre, o querer do apenas querer estar ali, mesmo longe, mas ali.
A bateria esta cada vez mais fraca, cada hora deixo uma peça em um lugar, um pouco de historia sem fim para terminar, e muitas nunca irá ter final. E cada historia sem final, é como se eu falhasse, é o pedaço que deixei e não consegui nunca mais pegar de volta."


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sentimentos online.

" Nunca fui o padrão de beleza aqui, muito menos a pessoa mais querida do mundo.
Em redes sociais, é fácil mentir, se mostrar interessado ou interessada. Dizer que esta com saudades, daquela frase antiga, 'você esta sumida." ou até mesmo, "vamos marcar alguma coisa."
Todos te amam, de repente, todos curtem seus pensamentos, gostam de seus comentários. Mas sempre esperam a sua ligação, ou o seu movimento para sim, te ver.
Senti isso quando estava longe, e as promessas de reencontro, de melhoras, de outra vida, se desmancharam quando eu voltei.
Na verdade o que restou foram promessas se desfazendo, algumas nem lembro mais. Mas o que me lembro, é da minha promessa, a de mudar muitas coisas, e começar a pensar no meu crescimento.
Prometi fazer o mesmo esforço por pessoas ou qualquer coisa, que eu realmente receba em troca. Embora muitos não gostem verdadeiramente de mim, agora eu darei o motivo para serem transparente. Não tenho obrigação de fazer todos felizes. Porque nem sempre eu estou feliz. E ninguém me pergunta o problema.
Adoro perceber quando as pessoas são diferentes quando em público, basta abrir a página do facebook, basta ver quanto tem de palavras que você sabe ser verdadeiras, quantas pessoas realmente se interessam por você, ao ponto de estarem lá sempre que precise, sempre que se vê sozinha. Outras adoram o espetáculo de apenas dizer que ama, para quem sabe conseguir um lugar no céu, não sei, qual o objetivo. De talvez se redimir a coisas erradas e julgamentos passados sobre minha pessoa. Que para mim, não mudou em nada.
Fiquei um mês sem ninguém, apenas com poucos amigos que formei fora, poucos que eu digo são apenas 4 ou 5, bem poucos mesmo, mas que me fizeram sentir a melhor pessoa do mundo, mesmo eu não entendendo metade do que diziam. Era apenas a preocupação do meu bem estar, e a minha vontade reciproca de estar perto ajudando.
Mas e que hipocrisia as vezes me cansa, posso não ser a pessoa mais correta, mas eu pelo menos falo, mesmo naquelas horas que eu sei, deveria ficar quieta, coloco tudo para fora, e não apoio o que eu realmente não gosto.
Existe pessoas que vivem me mandando amor pelo simples fato de todos verem essas declarações, mas não para dizer o quanto eu sou amada, mas sim para que as pessoas digam o quanto aquela pessoa é cheia de carinho. Mas na verdade só me ama artificialmente, tecnologicamente. E na presença, posso passar meses vem ver, sem receber uma ligação, sem ao menos falar diretamente.
Sou a pessoa que mais tem saudades. Sofro desse mal, dessa carência mental de tudo que se foi, ou esta longe. Mas se tenho a oportunidade de mudar isso, eu tento quantas vezes for preciso. Me chamam de chata por eu demonstrar tanto minhas saudades. Tenho algo a dizer sobre isso:
Não estou nem ai, eu pelo menos não sou feita apenas de sentimentos tecnológicos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Pensamentos qualquer.

" O ano começou faz tempo, estamos já terminando o segundo mês, eu já voltei a ser "brasileira" pelo menos mais que estava antes. Com saudades de praia, água de cocô, de uma cor a mais na minha pele, dos amigos e amigas.
Mas as coisas ainda estão lentas para mim, na verdade meu único objetivo e ganhar muito dinheiro para comprar uma nova passagem.
Até lá, muita coisa vai acontecer, a prova de que o sentimento da vontade de estar novamente lá, vença qualquer obstáculo que irá aparecer nesse caminhar do ano.
Ainda para meus olhos, a visão de la era mais bonita quando eu abria a janela. Ou quando resolvia sair apé de casa, olhando a janela do metro beirando o rio Sienne. Aqui espero ansiosa para ver da janela, o mar. É o que temos de belo aqui.
Faz parte, e faz parte de mim procurar histórias, e agora, eu estou paralisada em minha casa, sem vontade alguma de fazer qualquer coisa, sem vontade nenhuma de fazer as coisas sozinha, por medo, por tédio, por não ver o que de bom conseguiria nessas ruas.
Creio que nunca serei a mesma, apenas essa minha vontade de um dia concluir uma história feliz, um belo final. É difícil, não sei muito se um dia terei.
Eu ainda me sinto separada por um oceano, com duas casas, e uma delas, por forças maiores, proibida de estar.
Aqui é como se fosse meu campo, a minha terra de colheita, onde eu me mato no campo para conseguir o meu sustento para em fim, ter um dia de Sol no lugar dos sonhos. É aqui é apenas meu campo.
E no campo a vontade é de percorrer estradas, ver paisagens, que pareçam, pelo menos para o meu cérebro, uma sensação de estar perto do meu destino.
Sinto todos os sintomas de stress e nervoso, insônia, pesadelo, minha pele... e por ai vai.
E eu só querendo um final feliz. escrever apenas com um final feliz.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

prestar atenção.

" No seu dia, já parou para decifrar códigos que alguma força maior transmite em formas de sinais, quase imperceptíveis a sua rotina diária, daquelas que quem não presta atenção, apenas deixa passar batido, não nota a existência da importância de uma ligação, de um assunto, de um sorriso, ou até mesmo de cada palavra que seus ouvidos abertos te proporcionam.
Sim, foi hoje, me ocorreu esse sinal, e eu ainda a essa hora, tentando entender o que me veio de respostas a minha dúvida, a minha angustia.
Entender para mim seria tudo neste momento. Seria a resposta daquilo que eu estava em dúvida, daqui do presente para o breve futuro.
Esse destino, pregando peças, fazendo as suas famosas xaradas, te mostrando os dois caminhos ao mesmo tempo, e te forçando a escolher assim tão rápido, de forma menos ou totalmente cruel.
Será que nenhuma vez, eu poderia seguir um só caminho, sem precisar escolher, sem precisar magoar, e sem precisar esconder.
E quando se é feliz nos dois. Mas no momento uma só parte te mostra o amor forte, e a outra apenas o carinho com a dúvida. O que fazer.
Então parada, na madrugada a pensar, nesses mínimos detalhes que resolveram se cruzar. Tento achar uma resposta e um caminho, que finalmente, e com nenhuma certeza, me faça uma pessoa feliz. "

Saudade, e muita saudade.

" A saudade.
Nunca tive esse tipo de saudade.
Nada que não pudesse resolver no máximo com um pouco de gasolina e uns km a serem percorridos.
Que eu pudesse curar aos finais de semana, ou até mesmo feriados.
Nova saudade essa que tenho que aprender a conviver, a segurar e tentar com que faça parte de mim.
Já tive tantas saudades diferentes, daquelas que doem, que não é diferente desse que sinto agora, já tive aquelas que eu preferi calar e esquecer. Muitas delas eu guardei e esqueci.
Mas essa ainda vale a pena sentir.
Agora essa saudade é dividida por oceanos, por muitas horas, e por um custo alto, que nem sempre é possível conseguir.
Essa saudade esta sendo a prova e muita coisa, da confiança, das propósitos do sentimento, da força, e da vontade de unir as histórias de dois continentes.
Se faz sentido, se é possível, e se eu mereço. Eu não sei.
Só sei que meu coração se encolheu, sente todos dias a falta dessa maluca experiência, desse novo mundo.
Vale o nó na garganta na despedida, vale o choro derramado em cada au revoir. Só é injusto ser tão longe esse sonho.
Apenas começou, ainda não aprendi com a distância, e o pior é que isso não se ensina, eu terei que passar por isso sozinha.
Então fico aqui, eu e os meus desabafos na folha em branco.
Mesmo que não sirva para nada e ninguém, as palavras estão ajudando a aliviar o que eu não posso ter agora. "

Planos futuros.

" Não reconheço qual sonho viver.
Quando voltei, parecia ter deixado um mundo paralelo para trás.
Deixado metade do meus sentidos, daqueles que fazem importância.
Não é falando mal daqui. Aqui vivi, e ainda vivo, mas será possível, eu acredito, que eu possa ter vivido lá.
Sim, vivi lá, poucos dias, para ser exata um mês.
E agora me pertence essa vontade enorme de voltar.
Voltar, e desafiar o destino, as vontades, as expectativas, realmente ver se o que sinto faz algum sentido.
É difícil querer algo tão distante, algo difícil pelas regras do dinheiro, algo que se muda totalmente o eixo, o ritmo, a vida.
Aqui me tem tanta importância como a rotina. Sim, aqui eu vivo na rotina, e ainda com medo dessa rotina virar violenta. Aqui vivo a 26 anos.
É tudo igual, as coisas já conheço e na verdade perece piorar. O que eu conheço já se modificou, e para pior.
Eu ainda conseguia brincar na rua, conseguia voltar apé para casa a noite, com medo, mas voltava, eu conseguia ver esperança em quem eu votava, no futuro prospero do meu Brasil. Agora parece que tudo se perdeu, e como dizem, quem não da assistência, abre concorrência. Foi o que aconteceu com meus pensamentos.
Nesse meu país sofri com aqueles que não me deram valor, tive medo muitas vezes ao sair na rua, me iludi com promessas e mentiras. Agora o outro me encanta,
Pode ser a mesma coisa, claro, isso é o mal do mundo, mas me pareceu mais agradável ao viver. Eu ainda podia voltar a noite apé para casa, eu ainda podia visitar coisas, e eu ainda podia viver um novo amor, com outras promessas com outras juras, e espero, sem mentiras.
Esse país lindo em que nasci, não sabe a beleza que tem para se estragar assim. Assim ocorre os abandonos, sinceramente nunca pensei que fosse uma dessas pessoas a abandona-lo.
A minha família, sim, ela pode pensar que eu seja mal agradecida, que eu seja fria, que eu não sentiria saudades. Claro que sim, senti nesse pouco tempo que fiquei fora, de todos que me cercam que querem meu bem. Mas não preciso viver grudado a isso, posso continuar amando e sendo feliz em qualquer lugar do planeta. Porque eu preciso ser feliz.
Nunca se sabe, se essa é a última vez, pelo que sei, ainda, eu não me lembro se tive outras vidas, outros assuntos, então quero ser feliz nessa. Tentar a medida do possível."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A única explicação... vidas passadas.

Todos me perguntaram... Kika, você esta nervosa para sua viagem.
Minha resposta... Não.
E realmente não estava, consegui dormir, consegui me manter tranquila, sempre com a sensação de que eu estava voltando pra onde eu precisava voltar.
Desembarquei, sim ali estava, França, depois de 11 horas e meia de posições desconfortáveis, balançar nervoso e frenético do avião, e um sono meia boca tirado. Finalmente o vento gelado cortou meu rosto.
O que esperar? Se é que eu esperava alguma coisa, que não fosse estudar, conseguir me comunicar e conhecer algo diferente.
Fui desiludida embora do meu país, sem animo de qualquer coisa, mas com a vontade desse ano novo manter a promessa de mudança.
Dentro do carro que nos apanhou no aeroporto, tive a primeira visão do que me esperava, as árvores secas, os prédios baixos e antigos, o transito que me fazia lembrar São Paulo, e as pessoas agasalhadas.
Eu apenas sorri, e senti, ali é o meu lugar.
Há sim diferença social, pessoas morando na rua, pegando restos de comida nos lixos, existe sim a sujeira, que menor que aqui, mas existe, aparente, existe também os sérios, resmungões, aqueles tradicionalistas, que caminham olhando para frente, apenas para frente, sem trocar um olhar mesmo que seja de licença.
Eu era apenas um ponto no meio de tanto turista como eu, caminhando felizes com suas câmeras e espantos, registrando tudo, feliz com tudo, querendo estar ali mais que qualquer coisa no mundo.
Lembrei que a 2 anos eu falava que eu iria para lá, e todos diziam que estava longe, faltava muito. E me deparei olhando para o Sienne.
Aquele rio me encantou, não sentia o cheiro podre de sujeira, via as gaivotas sobrevoarem ele, arcos e barcos, e era a perder de vista. Grande imponente, que encostava nos melhores pontos turísticos, por ele você não se perdia, era só segui-lo, ele te dava a direção. te entregava em qualquer lugar.
Todos os cantos, em todos os lugares haviam casais apaixonados. E como não se apaixonar com as luzes nas ruas de arquitetura antiga, com esse rio maravilhoso para se dar um passeio de barco, essas pontes lindas para se trocar um beijo, esses restaurantes deliciosos para se abraçar e comer juntinho.
Como não se encantar com a Torre, que de tão bela resistiu a tentativa de desmontagem.
E a arte, a sim a arte, sentindo em cada pincelada de Van Gogh, Monet, Dali, Manet, e as esculturas de Rodin. A França respira arte. E me fez respirar de novo.
Me fez ter o coração cheio, a vontade de caminhar, mesmo que na neve, que me deu a felicidade de aparecer quando ainda estava por lá. Me deu vontade de comer, comer sem limites, sem frescura, apenas experimentar e esquecer dos meus gostos, das minhas origens.
Essa arte toda me faz falta aqui, poder levar apenas um caderno e um lápis e sentar na frente de qualquer obra que um dia vi apenas em livros. e entender o que ele sentia naquele momento.
Me arrepiei em cada exposição que entrei, custei acreditar que na minha frente estava o quadro da "noite estrelada" de Van Gogh, ou até mesmo a Monalisa que pequena faz o Louvre parar em sua frente.
Falando em parar, os castelos fizeram meus pensamentos pararem, perfeição e exagero são as palavras que define , não posso esquecer de desbunde, são apenas as três palavras, que fazem qualquer um perder as frases ao entrar em qualquer Chateau da França. Os medievais aos clássicos. São coisas que não se passa perto do que temos aqui de referencia de castelo.
As minhas caminhadas em grande maioria só. Apenas eu, as musica de fundo que rolava nos meus fones, e a pilha de informações ao passar em um museu.
Mas era bom caminhar por lá. Não tinha medo, não tinha problemas, não havia violência generalizada como aqui insiste em piorar.
Não sei onde o Brasil fica com um dos melhores metros do mundo, pra mim não importa se é novo e moderno, para mim importa quantas quadras terei que caminhar para chegar ao meu destino, e lá, eu apenas caminhava meio metro até alguma entrada para algum metro, todas as linhas me entrelaçadas, confusas aos olhos de quem acaba de chegar, mas em poucos dias você as ama, e elas tornam parte da extensão das suas pernas.
O foco se dividiu em dois, não era apenas estudo, o inesperado do amor, o que era impossível fugir por ali.
As minhas folhas em branco procuram novas histórias, sempre novas histórias, elas jamais voltam em branco. Sempre com o final não definido, sempre com aquele três pontos para resumir que continua.
Escrevi até o ultimo dia em um caderno destinado a isso, as vezes passavam-se dias da preguiça, e as palavras só saiam depois, mas estão lá os meus registros.
Mas nos dois últimos dias, não consegui, acho que foi difícil para mim quando ficou próximo da volta. Voltar para onde se é aqui que sinto ser meu lugar.
Nesse momento, só pensava em estar ali, meus últimos segundos, sem perder tempo para escrever. Eu queria sentir.
Voltei com lágrimas nos olhos e o coração faltando um pedaço. Sim, sei que sou assim, quantas vezes ja escrevi que meu coração faltava um pedaço. Talvez assim entendam o quanto ele esta pequeno agora, e que eu não posso mais perder pedaços por ai.
Esse ano prometi, daquelas promessas de ano novo, que seria o ano da mudança. Pelo menos é o que me disseram, e o começo dele me fez realmente acreditar que seria. E a mudança prioritária é não deixar que mais um pedaço do meu coração fique por ai, sem abrigo.
Para trás deixei mais um pedaço, mas acredito que seja como João e Maria, deixei para não esquecer o caminho de volta.
Foi natural as lágrimas descerem tão fáceis quando me despedi, ali eu havia deixado o pedacinho, ali eu tinha deixado a sensação de deixar a minha casa e voltar para onde eu me sentia estranha.
Eu só penso agora, quando voltarei para casa.