Tudo que tem aqui dentro.

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Não quero falar o que gosto de fazer, quem eu sou e o que pretendo, aqui estão histórias, romances, relatos da minha vida ou apenas fantasias, ideias de temas, dilemas, desabafos, verdade ou invenção essa sou eu e deixo essa parte da caixa aberta a você... bem vindo ao meu mundo seja ele de faz de conta ou a dura realidade! Compartilhem, comentem, reflitam, sintam raiva, ou amor, deixo livre e aberto a qualquer sentimento, aqui ele será bem vindo!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Domingo na fogueira.

Aterrizei em um mundo paralelo no meio do cinza, no meio dos prédios e do transito. Desci uma ladeira de terra e mato, até despencar em uma clareira de pessoas sorridentes e famílias no pleno domingão.
Ah domingo diferente, desses que fazem começar a semana na alegria, aquele que faz sorrir lembrando do dia passado e além de tudo com um pouco de esperança no coração.
Dançamos, conversamos, tinha o fogo para aquecer o friozinho que o mato nos entrega de forma tão limpa, já que a cidade nem sempre proporciona tudo isso. Tinha pessoas, e pessoas, tinham pessoas de bem e tinham pessoas de alegria.
Ficamos lá paralisados com as rodinhas subindo e descendo rampas e bancos. Nos aventuramos no escuro quando o Sol já não nos dava a claridade natural, e assim a trilha no meio do mato foi mais aventureira que em plena luz do dia.
Presenciamos histórias, fizemos o que tínhamos vontade, e além de tudo conhecemos.
Percebemos sinais, e continuamos a noite como se aquilo não fosse acabar. Seria bom se não acabasse, se o mundo fosse feito disso, pequenas coisas e pessoas que fazem a diferença em seu domingo, dia de ver tv, dia da preguiça, se transformar em dia da fogueira, no dia do encontro.
Me desculpem aqueles que precisam da ostentação e o dinheiro para sorrir, precisam do conforto para se sentirem em um dia bom. Eu apenas precisei do sorriso, eu só precisei de pessoas com o mesmo objetivo, de tornar um domingo chato em um domingo inesquecível.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Faz tempo.

" As cores que aparecem no céu são diferentes em cada dia. Nesses dias a Lua foi a grande obra de arte. Estava linda, e luminosa, junto com as estrelas, pintaram as noites para os amantes noturno.
Faz tempo que tudo passou, ou ainda passa. Passa nas lembranças mornas quase se tornando frias, como se fosse algum sonho perdido no meio da madrugada. E eu fico a contemplar a Lua.
Pensando em alternativas concretas para se mudar de vida, para se mudar de modos. Esse que seria o ano das mudanças, esse que seria o ano da minha oportunidade.
Quantas pessoas vale a pena permanecer nesses pensamentos e idealizações? Quantos fizeram por mim tanto o quanto fiz por eles? E quantos eu poderia apenas viver sem saber de suas vidas?
A leveza que um dia esteve comigo quando voltei da terra luz, foi se perdendo no amargo da ruindade feita por aqui, a sensação das coisas serem para melhor, foram apagando como uma história lida a muito tempo, daquelas que você perde os mínimos detalhes.
Faz tanto tempo que deixei meu coração de lado, e comecei apenas a seguir minhas pernas e mente, deixei naquele aeroporto, deixei naquele mês, para regressar a aqueles que não me deram o valor da volta.
E agora faço o que? tentando mudar de vida, tentando deixar para trás o que me deixa triste e me deixa desanimada. Apenas me pegando a imagens por uma tela, a que me arranca sorrisos, e me mata de saudades.
Vamos embora, abandonar tudo que não acrescenta, tudo que cortou nossas conquistas e fez com que se sentisse a pessoa mais fracassada de todos os tempo, vamos embora e amanhecer com um sorriso, contemplar a Lua sem peso sem perguntas, vamos embora para se amar.
Faz tempo que te deixei sozinho, faz tempo que me sinto sozinha, e contigo eu quero ficar. Não importa se é pra sempre ou se apenas por mais um mês, com você fui simples, com você fui alegre. Faz tempo que sinto saudades, e se um dia eu vou partir pra sempre, cada loucura cometida para meu sorriso sincero, é uma loucura bem feita. "

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Esse caminho meu carro faz sozinho.

" Liguei o carro, e o Sol que em minha casa só servia de enfeite, queimava minha pele na rua.
Ei esta quente - Pensei, logo imaginando que deveria ter colocado ao menos um shorts para sair, a calça já esquentava o suficiente para abrir a janela enquanto eu tirava meu carro da garagem.
Peguei o caminho de sempre, sempre, eu digo, pois é o caminho que mais faço na vida, pegar a longa jornada da Radial para depois despencar pela Vinte três e assim cair para os lados da Vila Mariana.
O transito - disse baixinho, logo ao ver as luzes traseiras dos carros parados logo no começo do meu caminho. Sim eram meio dia e pouco, as pessoas resolvem tudo no horário que eu decido sair de casa. - Não não é assim, São Paulo é assim, e logo lembro de como é morar aqui. Nunca nos sentimos só. Sempre a um parceiro de buzina ou de stress atrás do volante.
A rádio favorita diminui o nervoso de dirigir por aqui, e eu logo sem perceber estou sorrindo e batucando no volante as batidas do rock. - E som bom esse - Penso sorrindo e olhando para os lados, medindo meu grau de ridículo ao ver as pessoas observando meus batuques. - Mas quem se importa, eu não me importo. - E assim sigo meu caminho.
Fluiu logo depois do segundo farol, e ai eu já imaginava uma estrada, e fui sem medo e sem pressa.
No caminho pensei tanta coisa. - Como é que fui fazer isso? Poxa eu achei que ia dar certo todo esse sentimento. - Ou - Nossa como eu queria dizer tudo aquilo que eu não disse, sem medo de bancar a chata, apenas dizer, e dessa vez gostaria de ser escutada de uma vez por todas. - Tive outros pensamentos. - Nossa quanto tempo faço esse caminho, o carro já vai sozinho. - E - Como meu almoço ficou bom hoje, só faltou uma salada.
Música rolando, o Sol dando sua graça, e o dia passando pelo asfalto e os corredores cheios de duas rodas passando feito vento ao lado.
Mas não pude parar de pensar no que se foi, e no que é agora. - O sorriso, o sorriso é bonito, sempre foi. - De outra pessoa. - Eu era feliz, mas de forma diferente, não posso mais fazer o que fazia antes, não quero regredir.
Ligo, peço para descer e me acompanhar ao hospital, aquele se cada dia mais se mostra meu amigo, e que dou boas risadas sem me importar se o assunto é sujo ou se estamos nos comportando como crianças.
É, ele desce, desce caminha, conversa, fala todas suas aflições profissionais e vamos almoçar. Me acompanha na retirada de meu exame, e damos mais boas gargalhadas juntos. É ele realmente é um grande amigo. As horas passam como luz, Deus como passa rápido, eu já preciso ir, o transito de volta é o pior, sempre o pior. Me despeço, dou um abraço, um beijo no rosto. Ligo meu carro e a rádio. E vou batucando no volante.
Já não faz mais calor, agora penso. - Poxa deveria ter pego uma blusa, não sei onde estava com a cabeça, nunca saio de casa sem blusa. - Fecho os vidros do carro, mas sigo batucando ao som das bateras que ecoam pelos falantes.
Tudo parado, tudo!
Não tem problema, não há mais problema, penso. - O celular não vai tocar, nenhuma mensagem, não, nenhuma luz verde vai acender como antes, nem pra saber, e ai como foi o exame? Então não tem problema. Sem problemas para ambos. - E vejo tudo parado, realmente parado.
O que me resta é aumentar o volume e repetir sempre...
Não tem problema. E tentar sorris como se fosse a forma mais natural a se pensar.

E que assim seja!

" Acordei esses dias como aquele vento gelado dominasse meu rosto. Sim, no meu sonho, eu voltei novamente para Paris.
Voltei as ruas brancas encobertas por neve, voltei a escutar uma língua que eu no começo não entendia, voltei a respirar o ar cortante, voltei a ver aquele rio lindo e enorme.
O tempo parou quando lembrei do corpo que me esperava na cama aos finais de semana, no apartamento quentinho, onde havia nossos jantares, no sofá onde assistia tv, na janela que vi pela primeira vez a neve. Da forma que dormia abraçado e de quando acordava quando me mexia, preocupado.
Abri os olhos e me encontrei onde o Sol estava queimando meu rosto, é, na verdade, estou de volta a minha casa. Abro a janela e vejo a mesma paisagem de anos, e lembro que eu em minha cama me encontro sozinha.
Aquele dia na despedida foi tão ruim, era como deixasse a minha vida para trás e voltasse para a tortura.
Sabia que aqui iria sofrer, que eu iria ter as mesmas decepções com as mesmas pessoas, eu iria estacionar.
Ele é o que deixei para trás, o que me fez bem em tão pouco tempo, sem me pedir absolutamente nada em troca, nunca me abandonou mesmo com um oceano de distância, sempre me fez sorrir independente do que eu sentia.
Cada dia que passa, percebo que aqui eu tenho que deixar para trás, porque a grande maioria me machuca, porque a grande maioria acha que as coisas são superficiais, aqui ninguém vive e cultiva intensamente, aqui a grande maioria não sabe amar direito. Nem o próprio país eles conseguem amar. O destrói, entrega nas mãos de gente que só faz mal. É assim com a nossa terra, é assim com nossos corações.
Aqui tudo é descartável, e lá as coisas parecem ser para sempre.
Para sempre são as lembranças que tenho, e a vontade de voltar para esse para sempre, tão prometido, virar real."

domingo, 14 de abril de 2013

Criticar a mesma ação.

" Por hoje só decepção, não apenas por hoje, na verdade as atitudes alheias me decepcionam cada vez mais.
O que criticam antes de não valorizarem apenas o esteriótipo de beleza, ou de não divulgar sua vida, ou dizer o que você deveria fazer ou não para se igualar ao que a pessoa achava ser condizente a figura que ela passava... ah... nos meus pensamentos só vem uma risada aguda, com uma certa dose de arrependimento de um dia ter tentado ser o meu pior.
E se fosse eu , se fosse meu rosto ali, desaprovaria, falaria toneladas em meus ouvidos, ou até mesmo berraria nos quatro cantos os sermões hipócritas. Vive para os outros antes de viver para si. Vive para aqueles quem não dividem a mesma cama, antes de olhar para o lado e realmente se preocupar com quem se preocupa.
Uhuul. Mais uma vez...
E eu? Eu... eu só importava quando se estava ali, suportando, vivendo em uma vida em conjunto enquanto um vivia uma vida individual... eu... eu agora posso morrer que não vai fazer diferença, afinal já era... já era o que nunca foi, o que nunca consegui ser.
A solidão, as vezes demora, as vezes vem em forma de arrependimento, e as vezes nunca se mostra.
Pra que sentir não é mesmo? O que significa sentir alguma coisa? Pra que? Tenho tudo que quero, não tenho hora, não tenho que me preocupar, não quero, não permito... Pra que sentir?
Respondo eu: Para se sentir verdadeiramente um ser humano, para ser vivo por completo, é preciso sentir.
E se nesse momento, não tive nenhuma ponta a despertar de qualquer que seja de algum sentimento ai dentro, mesmo de preocupação nas circunstâncias dessa vida... então, suma de vez de qualquer chance de saber que um dia existimos. "

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Em fim... fim

" Não tive vontade de falar. Foi apenas um toque surdo para abafar todas as toneladas que despencaram nos meus ombros, foi apenas um toque para calar tudo o que eu havia escutado.
O dinheiro sempre fala mais alto, e o que conta para muitos é o status que você oferece ao povo, a platéia, e não os valores de dentro de casa, do seu convívio quando ninguém esta lá, ninguém esta lá para ser melhor que o outro.
Sai de casa e os pensamentos altos: "Vale onde eu moro, o que eu faço, o que eu tenho, se sou bem vista aos olhos das pessoas... Não vale os seus princípios de vida, de querer ter além de pose para a sociedade, não se permite mais usar o que realmente faz sua alma evoluir, evolução vem da forma que conseguimos amar sem ter o fato material no jogo, sem ter que comprar para amar."
Ah é besteira, besteira pura se pensar assim nos tempos de hoje, se você quer alguém, precisa mostrar primeiro ao mundo para depois tentar transparecer a si mesmo. É pura besteira sentimental a forma de acreditar que um sentimento de formar valores familiares sejam mais importantes do que tem no bolso ou o que parece ter.
Eu faço isso, e ela faz aquilo, e nossa... somos foda. E em casa... em casa durmo, apenas durmo. E nas festas... eu a beijo, eu a aperto, eu a abraço, só para mostrar primeiro aos outros que eu tenho, depois não me importa mais.
Agora não me importa mais, não importa mais nada, é apenas mais uma petrificada nas esperanças desse mundo medíocre de hoje. E o desejo imenso de ter nascido em outra época, com outras prioridades, com outro coração, menos idiota, talvez, mas não sei, parece impossível ser menos idiota.
Tudo parece idiota, tudo. Minhas atitudes, e as chances que entreguei quando eu finalmente havia decidido seguir outro rumo.
Aqui, agora, é impossível querer uma família, um cachorro para cuidar e assistir tv com "nós" no meio do sofá em um domingo, fazer o almoço de sábado com todos a mesa, ou até mesmo ver um abajur ligado enquanto um lê e o outro apagado enquanto um dorme. É realmente impossível querer dividir a mesma pia, quando um escova os dentes e o outro o cabelo, recolher as roupas espalhadas pela casa e receber os amigos. Ser família fora e dentro de casa, mostrar amor, dentro e fora de casa. Não vivo de Caras, não sou capa de revista, não estou aqui para provar nada a ninguém a não ser para eu mesma, provar que sou capaz de amar independente da conta bancária ou do seu emprego, amar sempre, de formas diferentes e de forma fiel.
Seus amigos estarão ali sempre, ao seu lado, em qualquer condições de relacionamento ou de vida, as bebidas e música alta estarão sempre ali quando precisar usa-las para tirar as vibrações ruins. Tudo estará ali, basta saber dividir. Dividir e amar.
Ai um toque, um toque acabou com tudo, acabou com a voz, e eu sai. É eu dirigi pensando, mas não escutando mais, eu respirei o que sou, é eu escutei meu sexto sentido, que já me mostrava coisas que eu não havia percebido, não havia percebido a ausência e os motivos, daqueles que mentem, daqueles que enganam e o presente resolve acreditar. Estava transito, muito transito, e os carros parados não me incomodavam, eu só queria respirar, e se a rua fosse infinita dirigiria naquele momento sem parar, dirigiria e para bem longe, longe longe. Longe daquele toque, das faltas das minhas palavras finais. Se eu disse trinta palavras foram muitas, talvez devesse dizer tudo isso, mas o que adiantaria... Nada. Talvez... Acho que nada.
Em meus pensamentos: "Uma empresária ou uma bem rica. Era isso que ele pedia. Eu igual a vergonha, as outras... mais interessantes. Mera Zona Leste, sem sobrenome. É.. é foi isso.
E o transito andava pouco. E nada da minha música tocar na rádio, poxa estava precisando disso. Precisava disso e de um abraço... Não... um abraço não... não quero mais abraços."




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu e só eu...

" Eu tinha me tornado dona dos meus sentimentos, tinha esquecido o que era me decepcionar, tinha esquecido o que era chorar por um coração quebrado, tinha largado a vida fútil e sem sentido para me dedicar ao meu futuro familiar e pessoal.
Havia feito escolhas de força, e poucas palavras me balançavam ou me magoavam. Acreditei que finalmente minha hora havia chego, acreditei que estaria em um bom caminho, acredite e acreditei e ponto.
Foi só me doar, foi só cair na mesma armadilha, foi só escutar a batida do coração para esquecer a força que eu havia conseguido na virada desse ano. Mais uma vez, foi só acreditar.
Apenas meu sono é prejudicado, apenas minha cabeça bagunça, apenas meus sentimentos parecem importar, e importar para quem? Apenas para a minha pessoa, apenas para os meus pensamentos. E realmente, começo a perceber que mais ninguém tem haver com isso. E não tem, afinal sou eu sozinha e sempre foi, e os dias passam, e eu continuo nessa mesma. Sozinha, eu, eu e os meus, meus pensamentos, minhas escolhas. Acreditar em o que eu pensei que fosse, em o que eu queria, em o que eu sentia. Ninguém volta com peso na consciência a não ser eu. Ninguém não dorme neste momento a não ser eu, ninguém pensa no outro, a não seu eu.
Passando mal, ou não, precisando de alguém ou não, conversar ou não... sou apenas eu e eu.
Os meus pedidos, as minhas necessidades, as minhas apostas. Minhas... eu e só.
Eu e minha cama, eu e meus livros, eu e minhas palavras, eu e meus pensamentos, eu e meu coração batendo apertadinho dentro do peito, eu e minhas lágrimas, eu e minhas esperanças tolas de pouco caso.
O problema do meu eu, é pensar sempre em nós."

Lutando.

" Dormi muito mal esse dias, parecia que eu corria atrás do sono e o sono corria atrás de mim, não entramos em um comum, e quando eu resolvia despertar ele me obrigava a virar e continuar, e quando ele não vinha, eu enfiava minha cabeça no travesseiro e fechava os olhos para força-lo a aparecer.
Creio que errei em algumas decisões que tomei, concordo voltei mais diferente, mas com o tempo parece que estou perdendo tudo que jurei mudar.
Parece que quando durona e firme, sem dar muita bola ou importância era melhor do que se importar, os meus sumiços eram mais valorizados do que qualquer tentativa de ajuda ou algo parecido. E eu realmente não estava me importando.
E nessas batalhas contra o sono, é onde busco voltar ao que me prometi ser depois daquela viagem, a buscar o que eu gostaria realmente para minha vida a partir desse ano, montar uma família, ter companhia, crescer no trabalho, e ter tudo em troca, não apenas doar e doar.
Ai vem a luta, o pensamento conturbado em plena noite, onde eu deveria estar apenas colocando minha cabeça no travesseiro e apagar como qualquer pessoa faz. Acho que trocarei de travesseiro.
Olha eu culpando o travesseiro. Não... a culpa é minha, sempre foi. Quem tem a mania de sempre achar o lado colorido da história? Não é meu travesseiro.
É, parece que com o cenário igual eu voltei a mesma, aquela que eu havia deixado aqui enterrada e prometi a mim que nunca iria mais procura-la. Engoliria o choro, e mandaria tudo para os ares.
Acreditei, e dar uma nova chance a todas as histórias, e todas as tentativas e deixei novamente o coração falar que era o certo a se fazer. Embora tenha sido uma luta com minha razão, tipo essa que enfrento a noite com meu sono. Era luta feia, de gente grande.
Mas eu nem sei quem merecia ganhar nessa briga de titãs. Sabia que tinha duas escolhas, e não tiro minha culpa de optar por um caminho que na verdade não esta sendo o que eu imaginei que fosse.
Tentar, não seria assim não é? Era para ser natural como qualquer pessoa. Normal. Eu sei que não sou normal, mas estava tentando ser. Estava gostando do meu jeito durona.
Estamos tentando, mas estamos querendo? E ai seria outro Adeus e ficaria nessa palhaçada toda, de anos picadinhos, parecendo família que se encontra no enterro e casamento tendo a vida inteira para contar.
Os anos estão se passando cada vez mais rápido, estamos envelhecendo, estamos deixando o carinho de lado e nos tornando apenas um, um ser andando e fazendo pelo mundo. E um, não se faz continuar, uma célula não se monta uma vida, é sempre o conjunto, é sempre a união e a multiplicação.
Um... não quero ser um, quero ser dois, pra depois ser três, quem sabe quatro... Quero acordar dois, quero dormir dois, quero acordar um dia três, quero passar meus dias em dois ou três... quero morrer sabendo que tem mais um número meu por ai, ou saber que passei o resto da minha vida não sendo apenas um."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Vamos cuidar da saúde da nossa saúde!

" Correndo entro no andar onde deveria fazer meus exames. Me encontro em meio de muita gente doente com um papel amarelo na mão.
- É a senha. - Pensei, analisando todos a minha volta, e não consegui achar a bendita caixa da senha.
- Moça onde fica a senha? - Me dirigi a primeira atendente do balcão do canto esquerdo.
- É atrás da parede, em uma caixa preta. - Disse ela já apertando o botão para a próxima pessoa a ser atendida.
- Atrás da parede, isso é lugar para se colocar uma senha, só pode ser de proposito. - Pensei me dirigindo a caixa preta mal localizada no canto de uma parede que não dava acesso a nenhum lugar.
Apertei o botão e mais um papel amarelo como os outros saíram de forma cuspida da caixinha preta, retirei o papel e no meio do mar de gente, procurei um lugar para sentar e aguardar.
Olhei no painel onde estavam sendo colocados os números de chamada, ainda estava no cinquenta, olhei para meu papel e pensei: - Vai demorar o dia todo. - Meu papel sinalizava o número sessenta e sete.
Abri minha bolsa e retirei um livro, já em casa pensei que poderia demorar, como sempre nesse lugares, então resolvi levar uma leitura para passar o tempo. Virava páginas e páginas, e ao escutar o barulho da chamada da senha, meus olhos se desviavam da folha e verificavam a chamada e as pessoas que pareciam brotar do chão.
Isso porque era o andar dos exames marcados, não o pronto socorro, já dava para confundir. E meu horário que marquei as dez da manhã, já eram dez e quarenta e a senha só havia andado mais cinco números.
As atendentes conversavam, mexiam no cabelo, pareciam que aquele caos diante dos olhos delas não passava de uma vitrine distante, e quando uma moça pediu o bloco de reclamações, escutei a atendente falar para a atendente ao lado: - Pode reclamar eu não ligo, se ela quiser dou até meu telefone e meu rg. - E riu da pobre moça que exercia seus direitos.
Minhas pernas balançavam em um vai e vem, e as pessoas a minha volta só falavam da demora e do pouco caso.
Passou mais uns bons minutos, decidi então levantar e ir em direção novamente a primeira atendente da esquerda.
- Oi, então meu exame estava marcado para as dez, e já são onze. Isso não vai dar algum tipo de problema? - Esbocei um sorriso.
- Eu estou chamando a parte preferencial, mas se estiver com a senha é só aguardar ser chamado o número. Isso não altera o horário do exame.
Voltei a minha cadeira, e pensei. - Porque raios temos que agendar se não se respeita a hora, era mais fácil aparecer quando der e fazer a porcaria do exame. - Já eram onze e vinte.
Finalmente meu número chegou, mas isso não significa que a saga do exame havia terminado. Me direcionei a atendente que se encontrava no canto direito da bancada, entreguei minha carteirinha e a guia do exame a ser feito, ela confirmou e me indicou a mais uma fila de cadeiras para aguardar a chamada de meu nome pela médica, ali fiquei tempo para ler umas vinte páginas do livro até escutar meu nome ser chamado pela porta lateral.
Antes disso reparei as condições do teto em algumas desviadas dos meus olhos quando a médica aparecia com umas folhas de exame nas mãos. vi que o teto estava precisando de uma obra urgente, as cadeiras balançavam, não, não eram cadeiras de balanço, deveriam ser firmas, tinha gente de perna quebrada lá.
E antes de acharem que estou contando um relato de um hospital público, fiquem sossegados, se trata de um hospital particular, se trata de um hospital de plano se saúde. Mas se trata acima de tudo da condição de saúde desse país. "


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Libertação do sentimento humano.

" Existem dois caminhos para se seguir, o que sua mente manda, e o que seu coração manda.
Com sorte, mas muita sorte, os dois caminhos podem se encontrar em algum momento de sua vida, e com mais sorte ainda, eles podem continuar unidos até o fim.
São raras as sortes neste mundo vazio, onde o sentimento ficou em último plano, e as palavras bonitas só servem para mascarar o que realmente somos. A parte do conjunto deu lugar ao individual, onde se é possível se fazer quase tudo sozinho, só não se pode querer ter companhia sem ter realmente alguém que esteja lá para isso.
Os dois caminhos brigam entre dúvidas e razões, entre o que entendemos ser certo e errado, entre ter uma mão para apertar ou apenas um lado vazio da cama.
parecemos não notara diferença quando novos, diferença entre os dias. Mas é como uma doença, se prolongada só saberemos o seu final quando sentirmos no físico o que ela afeta.
Partimos sempre do princípio de status humano perante o que você tem, e o que você quer ser no social, e esquecemos que quando a porta se fecha, naquelas quatro paredes, poderíamos ter alguém que nos sustentasse nas nossas dúvidas, nas nossas tristezas, nas nossas perdas. Teríamos pessoas que dividiriam momentos de alegria, de conquistas, de madrugadas suadas de amor.
Sem pagar nada, sem ter que ter imposto sobre isso, sem declarar ao governo, sem preço, sem cota, sem nada a ser gasto, apenas a retribuição de sentimentos, honestidade e compreensão. Nada além de se entregar de forma de criança, pura e verdadeira, e deixar arrancar sorrisos do rosto, que talvez pelo dia tenha sofrido preocupações.
Ah se esse mundo soubesse o que estaria ao nosso lado das nossas últimas horas, o último olhar que iremos recordar, aquelas palavras que para sempre poderíamos contar, ao longo de tantas coisas passadas e feitas com a total entrega da alma.
O que é material é deixado de lado, podemos batalhar para ser  homem ou a mulher mais ricos e importantes do mundo, mas nada faz sentido se não experimentar ser um conjunto do que um único ser em meio de tantos outros sozinhos.
Permita-se amar, aprender a voz da alma.
O que adianta ser o Rei do mundo sem ter sua cria para continuar, de que adianta ser amado por várias apenas pelo poder e não se permitir ser amado por uma que pode lhe trazer o verdadeiro poder, o poder de fazer com que seu nome não morra.
As pessoas perderam esse valor, o que se aplica apenas em ostentação do falso, do finito, do que um dia pode acabar. E esqueceram de apreciar o que é eterno e o que pode te levar a libertação da alma e o crescimento do sentimento humano.
O que diferenciava doa animais irracionais era o poder de pensar e de amar, agora penso eu, que estamos todos iguais, não pelo fato dos animais seres irracionais terem evoluído, mas o ser humano ter regredido. "

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Agora amigos.

" O céu estava limpo, parecia ser uma noite daquelas que você esquece de ir para casa.
Me dirigi ao caminho do conhecido, e reviver as coisas que apenas me trouxeram coisas boas, ainda estava lá, da mesma forma, descobri que eu sentia falta de sua admiração, de como eu me tronava novamente eu.
O medo de seguiu no caminho, não sabia prever o que seria, mas sei que a minha vontade havia passado por completo, mesmo sendo a pessoa que mais esteve do meu lado, embora seus defeitos e seu jeito de pouco se importar.
Saímos como se fizesse um dia que não tivesse o visto, e damos as mesmas risadas, falamos e falamos. Senti falta do amigo que sempre foi, da forma leve que leva as coisas, me fazendo me sentir no centro, mesmo não sendo muita coisa.
O jeito garoto grande, de sorriso fácil e de assuntos de menino. Saiu da minha vida para retornar como um grande amigo, que senti falta em ter.
Quando lembro das coisas que fizemos juntos, independente do que acontecer e o que aconteceu, sempre dei mais risadas do que chorei, e as poucas que chorei fui entendida e fez com que me sentisse mais querida que antes.
E pela pessoa maravilhosa que foi durante todo esse tempo, que não foi pouco, resolvi que não sairia mais da sua vida, me tornando uma grande amiga com quem todos os dias possa contar.
Porque sempre me lembrarei de você com um sorriso no rosto."

quinta-feira, 4 de abril de 2013

o que esta acontecendo?

" A incrível sensação que algo não esta no lugar, que algo esta errado, ou que alguma coisa aconteceu.
E ai me lembro, que quando eu suspeito disso, quando esses pensamentos rondam minha cabeça, e meus olhos fecham e o coração acelera diferente da forma de alegria, me dá um certo medo.
Já não é de hoje que fico na conversa paralela com meus instintos e sentidos, e não é de hoje que eles cedo ou tarde me mostram que sempre me contaram a verdade e eu que nunca quis ouvir.
Me pergunto que a dor faz as pessoas perceberem a falta ou o erro, a forma de doçura e felicidade nem sempre trás a solução dos problemas.
As vezes me sinto um pedaço de gente, sem mais nem menos, sem aspas e sem atributos, apenas um par de pernas que perambula ao lado do que um dia foi meu observador. Estou ali vulnerável a qualquer carinho a qualquer ajuda. E em troca me sinto apenas um travesseiro a servir de apoio para uma cabeça cansada, que nos dias passados nem se atreveu a me olhar tanto.
Ei, estou aqui, ao seu lado, estou bonita? Você me deseja?
Os berros são engolidos no olhar perdido na televisão ou em algum ponto morto da casa. E perdido fica a vontade de ser alguma coisa.
Perdi os olhos que brilhavam enquanto descia do carro, ou os beijos sufocantes que levava quando chegava, não sou desejada como antes, e as noites se tornam as vezes para me derrubar como o tempo arrastado.
E eu ainda desejo, e eu ainda quero, e eu ainda valorizo. E eu ainda erro."

terça-feira, 2 de abril de 2013

As lembranças voltaram

" Os olhos se encontraram mais uma vez... E com ele as lembranças vieram como aquele brinquedo velho esquecido no fundo da caixa.
A sensação de ter me tornado fria, de ter deixado escapar os traços mudados no rosto, deixado ser quem eu era a algum tempo atrás, fez com que a dúvida despertasse.
O medo que eu sentia de esquecer, de fechar os olhos e não conseguir me ver naquele quarto, naquele apartamento, estava acontecendo, e nos meus olhos não se via sinais de lágrimas nem dor, apenas as páginas sendo viradas do livro, aquele livro que eu lutava para não parar de ler.
Ainda as palavras mais doces, ainda os gestos mais sinceros que um dia já tive na vida, transparece daquele olhar, da prova que tive que um dia encontrei aquele que me entregou que muitos não puderam e que não quiseram me entregar.
Porque encontramos tudo isso tão distante, e qual seria meu medo de me jogar nesse Mundo... O medo me faz parar e tentar ter o que me cerca e não o que me conquista.
Esquecido deixei naquele quarto, naquela cama, tudo que um dia me tirou sorrisos mais que sinceros do rosto, que me proporcionou todos meus sentidos mais raros já tido, sem pedir nada em troca, sem me mudar, sem tentar me fazer o que eu não era. Eu o fazia feliz sendo eu mesma.
Quando abri meus olhos, eu existia em outro lugar, me fazendo submeter a reprovações e a regras que eu não queria seguir.
Livre foi quando o tive, leve foi quando não precisei esquecer de ser eu para agradar e ser perfeita.
Aprendi a construir algo sem futuro, sem emenda, sem fim.
E quando achei que havia esquecido tudo isso, fechei os olhos, e pude ver meus pés vagando aquele chão, pisando no gelado, me cobrindo naquele cobertor, observando aquela janela, e me deitando naquele sofá.
Tudo que sinto parece ser transmitido por ondas de pensamentos fortes, e cada respiração eu pareço escutar como se estivesse ao meu lado."

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O céu laranja dos meus dias.

" O Sol estava se pondo, e o céu nos presenteou com o incrível entardecer na cor laranja em meio a paisagem verde forte de árvores e mato. E sozinhos íamos nas estradas a fora.
Já a um dia atrás a ansiedade e o nervosismo não cabiam em mim, tentei me libertar de todos os pesadelos que carregava a anos com a incrível probabilidade de tudo dar errado naquele lugar, mesmo que a minha vontade seja sempre ao inverso.
Sim, lá estava eu, dirigindo por um caminho em paz, só com o pouco do Sol que restava colorindo meus olhos, e ao meu lado a incerteza do que será no futuro.
E naquele quarto que tantas estive só, apenas eu e meus livros e filmes, se tornou mais preenchido, mais completo. Era como se a cama se esquentasse novamente, e tudo ali ficasse com um gosto diferente. Não senti frio, nem calor, me senti em pleno controle.
A sim, os erros são inevitáveis, como se aprender a andar de bicicleta, os tombos são regras da vida, e o levantar são para aqueles que querem seguir em frente.
Entre palavras cortadas, pesadas e com muita dureza, as vezes dispensável, eu ainda tive a mão para entrelaçar meus dedos quando os procurava na cama.
Contemplei os calores dos dias.
Lembrei dos sentimentos que haviam adormecido em meio de separações, e como foi difícil no começo perceber que as coisas estavam mudando. Não me culpo do medo que tenho, sempre foi difícil tê-lo por perto, sempre foi difícil adivinhar o que pensava e o que queria. Meu jeito de tentar criar algo bem mais  bonito as vezes entra em conflito com as palavras ásperas dita por ele. Pude perceber o quanto eu queria estar perto, mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tantas histórias não terminadas, mesmo depois de tanto "não".
Estava acostumada a me acostumar com o cheiro dessa pele, e depois ter que ver calada a sua partida, sem explicações, e sem saber o que eu havia errado em todo esse tempo. Agora o medo de isso acontecer é o mesmo, mas tenho a certeza de que as coisas mudaram por aqui.
Quando nos dizem que o tempo é bom para mostrar o verdadeiro caminho, é quase impossível acreditar que um dia o tempo volte ao mesmo caminho que um dia você já traçou já percorreu, mas mudando as paisagens, mudando a vontade de estar nele.
Posso não ser uma velha no fim da vida, mas sei que os anos se passam muito rápido para perder meu tempo com quem eu não quero estar.
E nesses dias, cada vez que tive ele em troca, da forma de carinho, de forma de importância, de qualquer forma que eu pude ver a diferença do tempo, me valeu a pena todo o tempo esperado, todas as vezes que tive que dizer "não", das noites que não dormi, e das noites que dormi esperando que ele não me deixasse ir embora.
E no mesmo por do Sol, onde as mãos se procuravam, e algumas vezes pediam distância, voltamos para casa, e no costume das noites, a saudades voltou a me fazer companhia e a embalar meu sono mais rápido, pra que outros dias de Sol laranja chegue, e nele me esquente de qualquer forma e em qualquer lugar."